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Nobres tricolores,

 
 
 

o período sem postar no blog foi longo. Sem inventar desculpinhas, a principal razão foi a falta de vontade. O Fluminense tirou qualquer motivação de escrever sobre ele em 2016. Somado aos afazeres no NETFLU, acabei deixando para os blogueiros oficiais a análise sobre esse Tricolor que tem dado mais desgosto do que alegria.

Mas o ano novo chegou e com ele, a esperança. Temos um novo presidente, nova diretoria e a expectativa é de um novo time. Mas, acima de tudo, a mentalidade precisa ser outra. O Flu não pode se tornar um Atlético-PR, com estrutura, contas saneadas e equipes medianas.

Sem blá, blá, blá, entrarei logo no tema: o Fluminense precisa priorizar a Copa Sul-Americana. Dirão: “Time grande não tem de privilegiar nada”. Tem sim. O dinheiro tá curto, alardeado pelo presidente e seus apoiadores aos quatro cantos, e o torneio mais sedutor que o clube disputará em 2017 é aquele só perde em importância para a Libertadores.

A Copa Sul-Americana, tão desvalorizada pela CBF, agremiações e torcedores brasileiros, além de proporcionar uma conquista inédita para o Fluminense, tem outras atrações. O vencedor entra diretamente para a fase de grupos da Libertadores do ano seguinte, disputa a Recopa (contra o campeão da “Liberta”), a Copa Suruga Bank, torneio milionário contra o campeão da Copa da Liga Japonesa e a Supercopa Euroamericana, duelo contra ninguém menos do que o campeão da Liga Europa.  E claro, o ganhador da Sul-Americana terá a chance de defender o título no ano posterior. Precisa ou não ser priorizada?

A realidade é crua: o Fluminense é o único dos 12 grandes do país que não tem títulos sul-americanos. Esse motivo, por si só, já seria suficiente para apreciarmos de maneira distinta a competição da Conmebol. Um caminho que colocaria o Tricolor noutro patamar, atraindo sócios, patrocinadores e, claro, atletas de nível.

Chegamos perto, em 2009. A LDU esteve no caminho e naquela ocasião, a “Sula” não oferecia ao campeão a possibilidade de participar da Libertadores. Há alguns anos tem sido diferente. Noves fora a cagada que a CBF fez, em mandar como representantes times de segundo e até terceiro escalão, nunca me iludi: é um dos campeonatos de maior relevância.

Nesta temporada teremos a companhia de gigantes como Cruzeiro, São Paulo e Corinthians. Lá fora, Independiente e Racing, da Argentina, a pedra no sapato LDU, do Equador, o enjoado Bolívar, da Bolívia, e a famigerada altitude, e os tradicionais Cerro Porteño, do Paraguai, e Universidad de Chile.

O sorteio dos confrontos acontece em 30 de janeiro, no Uruguai. A primeira fase terá início em 28 de fevereiro. O campeonato será disputado durante todo o ano. As finais realizadas em 6 e 13 de dezembro.

Que o Fluminense dê o merecido valor à Sul-Americana e reviva os grandes duelos de nove anos atrás. Internacionalização da marca se faz ganhando títulos. Internacionais.

 

TRICOLADAS

– Barcos tinha salários acertados com o Flu e estavam dentro do orçamento

– Não veio porque a prioridade é reduzir a folha salarial

– Para o argentino ser contratado, Henrique Dourado precisa se transferir

– Quanta lentidão para apresentar reforços!

– Até agora, ninguém chegou. Equatorianos foram contratações da administração anterior

– Apesar das críticas, sempre construtivas, fica a minha torcida para uma grande gestão de Abad

– É um presidente que, noves fora a timidez, me passa seriedade e comprometimento

– Pense grande, Fluminense!

 

Um grande abraço e saudações!

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