Filhos de Hudson!

Em grande parte do mundo, o dia 31 de outubro marca o popular Halloween. Conhecido como o Dia das Bruxas no Brasil, a data é dedicada à celebração dos mortos e estimula toda a mística do mundo dos que já se foram. Contos de assombrações e fantasias assustadoras fomentam um cenário horripilante de terror e medo.

Ontem, popularmente conhecido como domingo, no clima da festa que tem origem na Europa Central, o Fluminense protagonizou cenas aterrorizantes, que deixariam de cabelo em pé pessoas acostumadas com o mais absoluto terror. Até mesmo James Wan perderia noites de sono com o que foi apresentado pelo time de Marcão.

O diretor de ”Jogos Mortais”, ”Invocação do mal” e ”Sobrenatural” está acostumado a ver pernas serradas, mergulhos em piscinas recheadas de agulhas e até possessões demoníacas, mas é difícil de acreditar que ele já tenha presenciado algo parecido com o espetáculo macabro protagonizado por Caio Paulista & cia.

Aliás, o homem de 16 milhões de reais estava on fire. Não satisfeito em brigar com a bola, o titular absoluto da equipe trocou acalorados socos com… a bandeirinha de escanteio. Simplesmente, inacreditável.

Igualmente inacreditável é a completa incapacidade do atual Fluminense de reverter qualquer placar adverso. O elenco montado por Mário e Angioni não vira um jogo há mais de 100 dias! Em 60 jogos disputados na temporada, começamos perdendo em 27 oportunidades e, pasmem, só conseguimos reverter o placar 3 míseras vezes!

Resumindo: Toda vez que o adversário inaugura o marcador, o Fluminense leva um tiro e, moribundo, vaga pelo campo até o fim dos 90 minutos – bem ao estilo ”The Walking Dead.”

Estamos colhendo os frutos da árvore maldita plantada por Mário e Angioni no início da temporada. A verdade é que o fantasma de R. Machado está mais vivo que nunca! O solitário chute a gol contra o Ceará, num jogo onde atuamos a maior parte do tempo com um jogador a mais, não me deixa mentir.

Apesar da boa vontade, Marcão ainda é um coroinha. Precisamos de um padre capaz e experiente para executar o ritual litúrgico maior: o exorcismo.

O Fluminense não pode continuar a praticar um futebol vintage, comprado em um antiquário mal-assombrado qualquer..

Por último, é essencial que atletas fantasiados de jogadores de futebol façam suas travessuras em outro lugar. Somente desta maneira, a vida do torcedor tricolor voltará a ser doce, e sentimentos como medo e terror terão morada bem longe da Rua Álvaro Chaves.

Abaixo o Halloween tricolor!