(Foto: Lucas Merçon - FFC)

O polêmico projeto sub-23, capitaneado pelo diretor de futebol do Fluminense, Paulo Angioni, apesar de ser considerado bem sucedido pelo presidente Mário Bittencourt, está longe de ser uma unanimidade. Alguns desafios também giram em torno da empreitada.

O Sub-23 do Fluminense é a unica equipe que não tem patrocinador considerando as principais categorias do clube, enquanto a RenTV patrocina a base do Sub-11 ao Sub-20 e a Betano patrocina o profissional. Empresas rejeitaram investir nos aspirantes por considerarem uma competição pouco relevante e sem divulgação.

Para entender melhor o cenário, não há, por exemplo, transmissão de TV (exceção à internet) prevista para os aspirantes nessa temporada. Além disso, alguns atletas, internamente, reclamam de ter que jogar na competição que tem menos visibilidade do que o profissional, o Sub-20 e o Sub-17. Some-se a isto o fato que o Tricolor é o único clube do Rio e um dos cinco entre os 12 maiores do país a apostar na categoria. O projeto já foi desativado em diversas outras agremiações, devido a questões financeiras.

Semifinalista do último Campeonato Brasileiro sub-23, quando foi eliminado pelo Vila Nova-GO, o Fluminense estreou nesta quinta-feira no campeonato de aspirantes de 2021. A equipe ficou no 1 a 1 com o Grêmio, após gol marcado por Matheus Martins.

O NETFLU apurou que o projeto segue sendo considerado primordial pela diretoria. O Tricolor entende que atletas que não vinham sendo utilizados e outros de destaque das categorias sub-20 e o sub-17, conseguiram formar uma boa mescla, o que ajuda na integração com o elenco profissional.

Os cartolas tricolores acreditam que o projeto não onera tanto o clube, uma vez que se tratam de atletas cujos salários não são altos e precisam ser pagos mesmo quando o clube empresta os jogadores para outras agremiações.