Abertura da Copa do Mundo pode sair de São Paulo

Abertura da Copa do Mundo pode sair de São Paulo

As obras dos estádios para a Copa do Mundo do Brasil sempre estiveram na mira da Fifa por conta da demora com os cronogramas, sempre aumentando os prazos. Inicialmente, a abertura e encerramento da Copa seria no Maracanã. Por conta de decisões políticas, o estado de São Paulo ficou com a responsabilidade de ter a abertura, mais específicamente o estádio do Corinthians. O contexto, entretanto, pode ser mudado.

Segundo a maior entidade do futebol mundial, o andamento da construção da Arena do clube mais popular de São Paulo preocupa. Irritada, a cúpula do Corinthians disse que não aceitaria pressões da Fifa, destacando que fica a cargo da mesma modificar o local de abertura da Copa, caso queria.

Confira abaixo o texto assinado pela diretoria do clube paulista:

Corinthians começou as obras quase um ano depois dos demais estádios e, mesmo com todas as dificuldades do repasse financeiro do financiamento e com atrasos referentes ao CID junto à construtora Odebrecht, manteve o organograma da construção.

Tanto é fato que já superou 76% da obra. Por tudo isso, gera estranheza ao clube a posição colocada nesta terça-feira (14) pelo Sr. Jérôme Valcke, sendo que ele mesmo deu o prazo até dezembro de 2013 para conclusão dos estádios. No caso do Corinthians, esse prazo foi estendido pelo próprio Valcke para fevereiro de 2014.

O clube não aceita nenhuma pressão porque é bom lembrar o que sempre disse: o estádio para os corintianos teria 48 mil e, quando o estádio passou  a ser requisitado para a Copa do Mundo, foi feito um remanejamento do projeto para 68 mil lugares.

O objetivo do Corinthians sempre foi, neste caso, servir a cidade, o estado e o país. Por isso, o clube aumentou a capacidade do estádio e não aceita nenhum tipo de pressão.

Se entendem que devem mudar o local de abertura da Copa fiquem à vontade. O Corinthians só espera que FIFA e COL reconheçam o esforço da Prefeitura de São Paulo, do Governo do Estado de São Paulo, do Governo Federal e principalmente da população paulista.