(Foto: Divulgação FFC)

Fluminense e Athletico Paranaense se encaravam na Arena da Baixada pelas quartas de final da Copa do Brasil de 2007 em um 9 de maio. O relógio marcava 13 minutos do segundo tempo quando o técnico Renato Gaúcho resolveu tirar Rafael Moura, o “He-Man”, para a entrada de Adriano Magrão. Começava ali a trajetória de um herói improvável, que ajudaria o tricolor a encerrar um jejum de títulos nacionais.

O centroavante se tornou o nome do jogo ao garantir a classificação tricolor. Depois do gol contra o Furacão, Magrão ainda marcaria duas vezes na semifinal contra o Brasiliense e faria o gol do Fluminense no jogo de ida na final, contra o Figueirense.

A sequência de bolas na rede o fizeram cair nas graças da torcida, que chegou a fazer uma música o comparando a Schevchenko. O ucraniano defendia o Milan, da Itália, tinha sido eleito o melhor do mundo em 2004.

“A gente nunca imagina que chegaria ao Fluminense. Treinei bastante, lutei muito, e quando tive a oportunidade, não desperdicei. Abracei ela”, disse o ex-jogador, em entrevista à FluTV, em 2017.

Magrão chegou ao Fluminense em 2005 após passagem pelo Anapolina. Retornou às Laranjeiras em 2007, depois de ter sido emprestado ao Sport. No início da temporada, foi acometido por uma dengue, perdendo espaço. Com a chegada de Renato Gaúcho para o cargo de treinador e já recuperado, começou a ter mais oportunidades.

– Nas oitavas de final, eu já fui entrando e ajudando o time. No Maracanã, contra o Athletico Paranaense, fiz uma tabela com o Alex Dias e quase fizemos o gol. Já em Curitiba, tive a oportunidade de entrar no segundo tempo. Em um bate-rebate com Lenny, a bola sobrou para mim… Eu e o goleiro. Chapei, e milhões de torcedores explodiram. Foi onde dei sequência. Não foi quantidade, mas qualidade. Foram poucos jogos, mas decisivos e que entraram para a história – recordou.