(Foto: Divulgação/FFC)

José Roberto Lopes, pai e empresário do meia Miguel, vai denunciar Fluminense e Vasco ao Ministério Público da Infância e da Juventude por conta de um acordo feito pelos clubes para divisão de percentuais dos direitos do atleta. O fato aconteceu quando o jovem tinha 14 anos, o que é proibido por lei, e ocorreu sem a anuência do jogador. A informação foi divulgada em primeira mão pelo influencer Marcelo Jorand e o NETFLU confirmou. José Roberto, que também é advogado, garante que não sabia de tal acordo entre os clubes.

É importante lembrar que o Arsenal (ING), Tottenham (ING), Milan (ITA) e, principalmente, a Juventus (ITA) têm acompanhado de perto a situação do jogador. No Brasil, o Santos de Fernando Diniz também é outro que monitora o caso. Miguel entrou na Justiça contra o Fluminense por conta de acordos contratuais não cumpridos e busca a rescisão unilateral de seu vínculo com o Tricolor nos tribunais.

Utilizado em menos de 600 minutos em dois anos de clube, não considerando a estreia no Carioca de 2021, o jogador ainda procurava espaço em meio a um relacionamento conturbado com a diretoria. A certeza que paira no ar, neste momento, é que a possibilidade de renovação do atleta, que tem contrato até o meio de 2022, inexiste, e ele não atuará mais pelo clube.

Recentemente, o pai do jovem, José Roberto Lopes, aceitou que ele fosse escalado na equipe sub-17 que disputaria o título da Supercopa do Brasil da categoria, em meio a tantos “nãos” ao filho com relação a oportunidades no profissional. Na ocasião, porém, o diretor de futebol, Paulo Angioni, entendeu que o jovem poderia atrapalhar o clima de um time que já estava bastante entrosado e que havia conquistado o Brasileirão sub-17.

Em seguida, veio a ideia de Angioni, conforme apuração do site número um da torcida tricolor, de levar o atleta para integrar o sub-23, sem data para retorno aos profissionais. O pai do atleta não teria aceitado, esperando por mais aparições de Miguel na equipe de cima. Seu contrato possui uma multa de 35 milhões de euros (R$ 235 milhões). Ou seja, a partir de janeiro do próximo ano ele já pode assinar pré-contrato com qualquer outro clube sem que o Fluminense receba nada por isso.