Marco Brito não teme que levem convite para o lado político por ter sido apoiador da campanha de Mário Bittencourt (Foto: Reprodução)

Novo supervisor de futebol do Fluminense, Marco Brito falou ao NETFLU sobre o desafio no clube que o revelou. O ex-atacante tricolor confirmou ter recebido o convite do presidente Mário Bittencourt, até mudando o planejamento que tinha de trabalhar no futsal.

— Eu não havia falando nada ainda porque tirei esses dias para resolver algumas coisas pessoais. Estava fora do futebol há algum tempo, estava com sociedade numa franquia. No ano passado ocorreram algumas coisas pessoais, perdi meu filho e as pessoas a minha volta diziam que eu tinha de investir na área. Fiz alguns cursos de comentarista, partindo mais para este lado. Porém, o Fluminense é minha casa. Foram mais de 14 anos entre futsal, categoria de base e profissional do campo. E aí, o Mário (Bittencourt, presidente do Fluminense) tinha um projeto para que eu fizesse um trabalho no futsal, algo relacionado à transição para o campo. Mas isso seria mais pra frente. Daí, em dezembro, ele me fez um convite para o futebol feminino, pedi alguns dias para resolver as questões pessoais e por isso não falei nada. Estou à disposição agora, falta fazer os exames admissionais, mas está tudo bem – comentou.

O convite para trabalhar no Fluminense, onde se sente muito bem, encheu o ex-jogador de alegria. Marco Brito revelou estar bem motivado para ajudar no desenvolvimento do futebol feminino tricolor.



– Fiquei lisonjeado, bastante feliz. É um lugar onde eu me sinto em casa, de verdade, porque foram muitos anos lá. É uma alegria muito grande voltar ao Fluminense. O futebol feminino é uma coisa nova, mas ao mesmo tempo é um desafio bem bacana. O futebol feminino tem crescido muito, parece que o presidente da CBF é um admirador da modalidade, tem investido muito, exigiu que os clubes fizessem esse campeonato também. Estou indo para ajudar, para somar de verdade. Estou indo para ajudar, usar o que aprendi ao longo da minha carreira, experiência como atleta e auxiliar no crescimento do futebol feminino no Fluminense – falou.

Como o futebol feminino ainda engatinha, pensar em títulos parece algo fora da realidade. Mas não para Marco Brito. Ele aposta na grandeza tricolor para ir em busca de conquistas na modalidade.

— A vontade e o desejo é esse. Estou me inteirando de tudo aos poucos. A gente tem as dificuldades, mas além de tudo é um desafio. O Fluminense é muito grande, é gigante. Então, nas competições que o clube entrar, tem que ser para brigar por títulos. Eu estou chegando agora, quero estar junto com a Amanda (diretora de futebol feminino) para poder trabalhar em prol do Fluminense, do futebol feminino. Eu espero realmente que a gente possa fazer um grande trabalho.

Por fim, Marco Brito minimizou possíveis comentários de que estaria recebendo um cargo no clube por ter apoiado a candidatura de Mário Bittencourt à presidência, a exemplo do que aconteceu com Marcão, Duílio, Cadu e outros. O ex-atacante não quer saber de politizar o convite.

— Tenho zero preocupação. Não me preocupo. Pelo contrário. Na verdade, o Mário é um grande amigo desde 1998. Ele estava começando no Fluminense e a nossa história é meio que paralela, porque eu estava subindo para os profissionais. Depois cada um foi para o seu caminho, fui para outros clubes. E quando o Mário se lançou candidato, o apoiei sem o menor dos interesse porque eu estava a frente de uma sociedade com três franquias e a minha ideia não era estar ligado ao futebol. Eu apoiei como amigo, por achar que era o melhor para o Fluminense e eu creio que ele está mostrando isso. Hoje chegam algumas coisas pra gente, mas prefiro ficar fora disso para não atrapalhar o trabalho. Estou focado pelo Fluminense. Eu sei que muita gente fala que esse discurso é clichê, mas é a pura verdade. Hoje eu quero poder trabalhar, dar o melhor para a minha família e fazer o meu melhor. E se eu tivesse dúvida que não poderia fazer um bom trabalho, eu não aceitaria esse convite. Quero ajudar o Fluminense a conquistar seus objetivos – afirmou.