Em entrevista exclusiva ao NETFLU, o ex-jogador Rogerinho, campeão carioca em 1995, falou sobre a perspectiva para o clássico entre Flamengo e Fluminense, nesta quinta-feira, válido pela semifinal da Taça Guanabara. Além disso, o ex-tricolor afirmou a reportagem que vê semelhanças entre o momento atual das equipes e a situação de ambas há quase 25 anos.

Confira a entrevista na íntegra: 

Qual é a sua perspectiva para o Fla-Flu de quinta-feira?

– Vejo o Fluminense com um estilo de jogo montado pelo Diniz, com toque de bola e posse e o Flamengo com as suas estrelas, com atletas de renome, fortemente candidato ao título, mas o Fluminense, por sua tradição em Fla-Flu, creio que os jogadores têm uma motivação a mais. Vai ser bonito de ver.

O fato do incêndio no Ninho do Urubu ainda ser recente pode alterar a maneira como os atletas de ambas as equipes entrarão em campo?

– Acredito que sim. No início da partida, é óbvio que vai ter um momento de reflexão, depois daquele minuto de silêncio, homenagem aos atletas que faleceram. Quando a bola rolar, cria-se uma outra história. Não é que os jogadores esquecem dos problema, os ânimos mudam, se alteram. O jogo, em si, pede isso.

Você vê semelhanças entre o Fla-Flu de hoje e o da sua época?

– Na nossa época, realmente a equipe do Flamengo era badalada, com Sávio, Romário… vários atletas considerados de seleção brasileira, lembrava o de hoje em dia. E a nossa equipe era bem montada pelo Joel, a exemplo do que faz o Diniz. A gente sabia o que ia fazer na partida e, na verdade, conseguimos um ano maravilhoso, onde conseguimos quatro ou cinco confrontos, empatamos um e ganhamos os demais. Quando chega o início da partida, o Fla-Flu se torna sempre emocionante.

Do que sente mais falta quando vestia a camisa do Fluminense?

– A imprensa sabe que eu tenho um carinho enorme pelo Fluminense. Joguei quatro anos, onde a própria torcida tem um carinho enorme por mim e eu tenho por eles. Eu sinto mais falta justamente desses Fla-Flus que ocorreram nesses anos que eu passei lá e tive o privilégio de ser abençoado na grande maioria, vencendo e tendo feito alguns gols. Então, fica essa recordação aqui.