Morreu nesta terça-feira o ex-presidente da Fifa, membro do Comitê Olímpico Internacional (COI) e presidente de honra do Fluminense, João Havelange. Ele havia sido internado em julho no Hospital Samaritano em decorrência de uma pneumonia. O ex-dirigente tinha 100 anos.

Desde criança, Havelange praticou vários esportes pelo Fluminense, inclusive futebol, mas foi nas piscinas que ele mais se destacou. Competiu nas provas de natação na Olimpíada de 1936, em Berlim, e no pólo aquático nos Jogos de 1952, em Helsinque. Foi medalha de prata com o time de pólo no Pan-Americano de 1955.

No Fluminense, foi escoteiro e atleta, infantil, juvenil e adulto, destacando-se em vários esportes. Sagrou-se campeão carioca juvenil de futebol em 1931. A partir de 1932, passou a competir como nadador e jogador de pólo aquático, destacando-se nas duas modalidades e conquistando diversos títulos tanto pelo Flu como representando o Brasil.

No aniversário de 99 anos do ex-dirigente o Fluminense prestou homenagem em seu site oficial e o qualificou com o “um dos nomes mais influentes do esporte por sua extrema competência como dirigente”. Neste ano, até o momento, nenhuma homenagem do clube foi feita pelo seu centenário.

Apesar de ser torcedor do Fluminense, Havelange também foi presidente do Vasco da Gama, além da Federação Paulista de Natação.

João Havelange também se dedicou a trabalhos filantrópicos internacionais, ganhou prêmios por isso e foi cotado para ser indicado ao Prêmio Nobel da Paz. Por outro lado, teve o seu nome envolvido em um escândalo de corrupção, da ISL, antiga parceira da Fifa, junto com o seu ex-genro Ricardo Teixeira, que renunciou à presidência da CBF este ano.