Após decidir pendurar as chuteiras, o volante Pierre concedeu uma entrevista exclusiva ao NETFLU, nesta terça-feira. O agora ex-jogador explicou o motivo da aposentadoria aos 37 anos, revelou o momento mais marcante durante sua passagem pelo Fluminense, falou sobre o técnico Fernando Diniz e muito mais.

Pierre defendeu as cores do Fluminense entre 2015 e 2017. O ex-jogador realizou 70 jogos pelo clube, sendo 60 deles como titular, além de ter um aproveitamento de 53.81% quando esteve em campo com a camisa verde, branca e grená. Neste período, conquistou os títulos da Copa da Primeira Liga 2016 e Taça Guanabara 2017.

Confira a entrevista na íntegra: 

Por que resolveu se aposentar?

– Eu já vinha sofrendo com essa questão do tornozelo, né? Eu tinha feito uma primeira cirurgia em 2009, quando estava no Palmeiras. Depois disso tive algumas entorses. Aí fiz uma segunda cirurgia quando estava no Flu, em 2017, na época do Abel. Fiz a cirurgia e o tornozelo continuou a me incomodar muito. Fui para o Athlético-PR, não houve evolução e cheguei à conclusão com a família que era a hora de parar aos 36 anos.

Para você, qual é o seu momento mais marcante no Fluminense?

– Apesar de ter ficado relativamente dois anos, o Fluminense foi um clube que eu tive a oportunidade de fazer muitas amizades. Tivemos um momento bacana de ser campeão da Primeira Liga, depois fomos campeões da Taça Guanabara sobre o Fla em 2017. Apesar do pouco tempo, foram dois anos muito intensos, acho que pelo ambiente que foi criado.

O que está achando do time tricolor neste início de temporada?

– O início de ano, no meu modo de ver, está acima da expectativa. Eu vejo o Fluminense hoje em restruturação. Cheguei no Flu e peguei um clube com muitas dificuldades, vindo de uma quebra de grande parceria, fase de transição, mudando muita coisa. Não foram feitos investimentos altíssimos agora, botaram um teto salarial e vejo a fase muito promissora, com atletas que estão buscando espaço no futebol. Ficamos torcendo aqui pra que tudo dê certo.

Qual é a sua expectativa para o Fla-Flu?

– A gente fica de longe acompanhando. Tive uma rápida passagem com o Diniz pelo Athlético-PR. Espero um bom jogo e a gente sempre torce para que o Flu consiga trilhar caminhos de títulos. Essa é a história do Fluminense.

Como foi a sua experiência com Fernando Diniz e qual é a sua opinião sobre o treinador?

– O Diniz é um treinador com uma filosofia nova de trabalho, posse de bola e um time que joga ofensivamente. Eu o enxergo com bons olhos. Requer tempo para implementar a filosofia dele. Pelo início, os atletas têm assimilado bem essa filosofia de jogo do Diniz e a gente fica na torcida pra que tudo funcione.

Pretende seguir no mundo do futebol, seja como treinador ou em outra função?

– Eu pretendo, mas preciso me capacitar ainda mais. Tenho uma vivência longe no futebol e a gente precisa estar se capacitando. Agora, em que área atuar, ainda não defini. Estou aproveitando esse período para estudar.