Tricolor pode perder grande patrocínio
Os patrocínios de casas de apostas representam entre 4% e 10% da receita dos clubes brasileiros, segundo dados apresentados pelo Ministério da Fazenda. A média é de 7%, em um cenário que pode afetar diretamente o planejamento financeiro das equipes após a mudança nas regras para o setor.
O Fluminense está entre os clubes que acompanham a situação de perto. O Tricolor tem a Superbet como patrocinadora máster e mantém contrato com a empresa até dezembro de 2029.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Governo ainda pretende entender o impacto da mudança sobre os clubes antes de avaliar possíveis medidas de transição.
– Quando você olha a receita total do clube e quanto dessa receita total vem das bets atuais, há uma variação de 4% a 10%, com uma média de 7%. Então, é preciso entender qual é a demanda dos clubes. A gente vai certamente se reunir com os clubes de futebol para identificar essa demanda e, caso seja necessário, caso essa seja a avaliação do Governo, adotar uma medida na sequência, mas posteriormente. Para hoje, não.
Os clubes têm até 5 de outubro para retirar as marcas de casas de apostas dos materiais de publicidade afetados pela nova regra.
O acordo entre Fluminense e Superbet foi ampliado em março deste ano e prevê R$ 53 milhões fixos por temporada, podendo chegar a R$ 86 milhões com bônus.
A mudança na legislação pode afetar contratos que já estavam em vigor. A Superbet, inclusive, comunicou ao Fluminense sobre a possibilidade de encerramento do vínculo diante das novas regras.
Por isso, o Tricolor acompanha as discussões entre Governo, clubes e entidades do futebol para entender como ficará seu principal contrato de patrocínio.
Bruno Nunes Loreto é jornalista formado em 2018 pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Trabalha como redator desde 2016, passando por sites como Torcedores, 90min, Bolavip e Antenados no Futebol. Exerce a função de repórter no NETFLU.
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