Em entrevista recente, Mário falou na chegada de dois a três reforços (Foto: Mailson Santana - FFC)

Promessa de campanha quando eleito, o voto online voltou a ser abordado por Mário Bittencourt em entrevista coletiva na última sexta-feira. O presidente segue se dizendo a favor da implementação, mas reiterou questões relacionadas ao Estatuto do clube e destacou também não querer ser responsável por uma decisão unilateral.

Também de acordo com o mandatário, o Fluminense está preparado para utilizar o voto online no próximo pleito, em 2022. Já há testes com outras ações e empresa capaz de implementar.

— Tem duas questões estatutárias/eleitorais que eu acredito que a gente precise discutir mais amplamente. As regras da eleição são discutidas pela Assembleia no mês da eleição, se a urna vai ser de papel, eletrônica, hoje ele é híbrida. A gente pode colocar urnas nos locais onde tenham sócios do Fluminense, vamos supor que tecnicamente não fosse possível implementar o voto online… Os sócios podem pagar suas dívidas na tesouraria do clube no dia da votação. Como seria se a gente tivesse o voto online? Isso está no Estatuto do Fluminense, que o sócio tem o direito de quitar suas mensalidades para ter direito a voto. Muita gente poderia se sentir prejudicada por não poder quitar no dia da eleição. Talvez a gente tivesse que criar uma regra para quitar até um mês antes. E o Artigo 139 do Estatuto diz que o voto por procuração é proibido. Há discussões jurídicas de que o voto online possa ser considerado voto por procuração, porque a pessoa pode entregar a senha dela e outra pessoa votar no lugar – iniciou, prosseguindo:

— Em razão dessas situações, é justo e honesto que eu não tome essa decisão unilateralmente, que eu passe ela por um comitê internamente, que a gente contrate um parecer específico para isso. E quem sabe passe pelo conselho para votar. Por fim, a nós temos outra situação jurídica de que normalmente mudanças eleitorais não podem ser feitas na própria legislatura de quem faz a mudança. Toda mudança estatutária e/ou eleitoral exige que ela seja considerada que não foi usada para beneficiar a legislatura atual. Não quero que seja uma decisão minha, quero que passe pelo colegiado. É um desejo nosso, é uma proposta nossa de campanha, nós já contratamos a empresa, que já fez o estudo, tecnicamente é viável, a gente já vem utilizando, com as votações do ônibus, da camisa… Vou falar um segredo que vão brigar comigo: a gente está prevendo para ano que vem uma quarta camisa a ser votada pela torcida. O sistema vai ser implementado, ser juridicamente não tiver problema, a gente já faz em 2022.