Campanha bem sucedida, “Abrace o Flu” foi terceirizada para filho de diretor sem custos

Dono da Agência Lift, Diego Torres foi fundamental no processo

Provavelmente o departamento mais criticado do Fluminense nos últimos anos, o marketing tricolor recebeu ajuda importante em recente campanha considerada bem sucedida, visando o engajamento de sócios após a reabertura do plano 100%. Baseado na repercussão das redes sociais, a “Abrace o Flu” foi um tiro certeiro para os torcedores que aguardavam por uma ação que possibilitasse reaproximar o clube de seus aficionados. Filho do gerente de futebol Alexandre Torres, o publicitário Diego Torres teve papel fundamental neste processo. CEO da Agência Lift, ele foi o mentor, com suporte da comunicação tricolor, das peças que fizeram o Fluminense conquistar mais de mil novas associações, considerando reativamento ou migração de plano, em pouco mais de uma semana.

Sem se preocupar com questões relativas a suposto conflito de interesse, já que aceitou a tarefa sem custos ao Fluminense, Diego desenvolveu o projeto em pouco menos de um mês, com metas e prazos estabelecidos. A visibilidade dada pelo Fluminense como portfólio foi levada em consideração para que a agência topasse o desafio. A tendência é que o trabalho sem remuneração prossiga até o novembro.

As missões reveladas até o momento da peça publicitária desenvolvida pela Agência Lift

– Morei 11 anos fora, fiz a base escolar no Japão em uma escola americana, me formei em Marketing e RP na Inglaterra, lá também fiz um curso de Business. Voltei para o Brasil e abri uma empresa de marketing esportivo na época com meu pai, meu avô (Carlos Alberto Torres) e o Ricardo Rocha (ex-zagueiro). Nessa empresa atendemos grandes contas como Visa, Audi, FIFA, Adidas, NY Cosmos, Sportv, entre outros. Após a Copa do Mundo decidi seguir meu caminho e criar uma agência de marketing full com objetivo de oferecer um serviço 360 e gerar maior retorno para os clientes. Criei um modelo de negócio mais concreto e contínuo para que os nossos clientes tivessem suporte 24 horas, 7 dias por semana, e foi assim que surgiu a Lift – explicou Diego Torres ao NETFLU.

A Lift foi chamada para fazer um filme de início apenas. Com captação de investimento externo por intermédio de um cliente, foi possível encampar algo maior sem onerar os cofres do clube. A partir daí foi criado o conceito de uma campanha mãe, com subcampanhas. Como o nível de posts nas redes sociais de um clube de futebol costuma ser maior do que numa marca comum, a ideia foi fragmentar a peça, de modo que sempre parecesse atual em meio às informações do dia-a-dia do Fluminense.

Procurada pelo site número 1 da torcida tricolor, a assessoria de imprensa do Fluminense explicou que toda a estratégia ficou atrelada à tríade constituída pelo marketing, comunicação e Agência Lift. Ainda segundo o clube, nada foi feito sem o aval da cúpula tricolor, que em momento algum demostrou preocupação com o parentesco de Diego com Alexandre Torres causar comentários maldosos.

O NETFLU apurou que, inicialmente, Torres era contra a participação do Diego no negócio. Mas quando soube pelo próprio presidente Pedro Abad que nada sairia dos cofres do Fluminense para bancar o projeto, foi demovido da ideia e a parceria foi a frente.

No centro da imagem, fazendo o sinal imortalizado pelo rock in roll, Diego Torres comanda a Agência Lift, situada na Barra da Tijuca (Foto: Divulgação)