(Foto: Lucas Merçon - FFC)

O Campeonato Carioca acabou no sábado e a insatisfação foi geral. Exceto pelo Flamengo, que prega confiança no novo formato, os demais encerraram a competição com um sentimento de que financeiramente a disputa não foi atrativa. Entre todos, o Fluminense foi o que teve o maior prejuízo, segundo mostra levantamento do jornal O Globo. Confira!

Arte: O Globo

Desta vez transmitido em TV aberta pela Record após a Rede Globo rescindir o contrato no ano passado, pelo fato do Flamengo ter se valido da MP do Mandante (que caducou e posteriormente não chegou a virar lei) e transmitido jogo em seu canal oficial. Havia ainda o pay-per-view da competição e as TVs oficiais dos clubes. Ainda assim, a arrecadação ficou aquém do esperado e não houve premiação.

A premiação previa R$ 500 mil aos semifinalistas, mais 2 milhões ao campeão, R$ 1 milhão ao vice e R$ 1 milhão ao vencedor da Taça Rio. As quantias seriam retiradas da arrecadação global, mas a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) explicou que “este ano, o primeiro do novo modelo de negócio, a expectativa não foi atingida”.

— Financeiramente o Campeonato Carioca não foi atrativo. A arrecadação para os clubes deve ter sido a menor dos últimos anos. Não podemos repetir essa fórmula sem ter a certeza de um mínimo garantido — afirmou o CEO do Vasco, Luiz Mello.

— Temos um campeonato sem renda. No ano passado, recebemos cerca de R$ 3 milhões com o Carioca. Este ano não chegaremos a R$ 500 mil. No aspecto financeiro nós perdemos muito. A gente procura outros recursos, patrocínios. Felizmente, temos um acordo com a Universidade de Vassouras que é interessante para as duas partes – continuou Flávio Horta, presidente do Volta Redonda, semifinalista da competição.

O CEO do Vasco defende uma discussão a respeito do formato de disputa.

— Estamos diante de uma mudança na forma de consumo de TV, e o Carioca serviu de laboratório para alguns testes. Porém financeiramente, sem entrar no mérito da arrecadação, ficou muito aquém das expectativas geradas. Por esta razão, precisamos rediscutir novas fórmulas e, quem sabe, novos parceiros — disse.

Se a maioria dos clubes não gostou (o Fluminense não se pronunciou à reportagem do jornal O Globo), o Flamengo aparece como exceção em relação aos que confiam no crescimento do torneio sob novo formato.

— Tenho certeza que com mais tempo e com a experiência deste ano, teremos um processo ainda melhor e mais rentável para os clubes. Se, por um lado, tivemos menos audiência com a troca do parceiro de TV aberta, por outro tivemos uma presença forte nas mídias digitais e nas próprias TVs dos clubes – disse Gustavo Oliveira, vice-presidente de marketing rubro-negro.