(Foto: Lucas Merçon/FFC)

Na última quarta-feira, o Atibaia-SP entrou na Justiça contra o Fluminense cobrando uma dívida milionária referente à compra do atacante Robinho, por parte do Tricolor, em 2017, como informou inicialmente o portal “Esporte News Mundo”. A ação, que corre na 33ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), é no valor de R$ 3.755.265,72.

Em cima deste tema, o portal NETFLU procurou o advogado do Atibaia, Márcio Andraus, pedindo-o que explicasse passo a passo a decisão pelo processo contra o Fluminense. Dentre outras coisas, ele revelou que o clube paulista tentou diversas vezes, desde 2018, resolver a situação, mas sem sucesso.

– O Atibaia nos procurou no final do ano passado, mas antes disso eu sei que o Atibaia chegou a conversar. Só para entender, a negociação com o Robinho custou 2 milhões de euros. No primeiro contrato de 2017 eram dois pagamentos de um milhão euros. Antes do primeiro pagamento, o Fluminense pediu para reparcelar, ficando uma parcela de um milhão e duas de 500 mil euros. O Atibaia sempre concordou. E o Fluminense pagou a primeira, a segunda e a terceira não conseguiu pagar. Desde então, o Atibaia e o Flu conversaram várias vezes. A gente conversou com o jurídico do Fluminense mais de uma oportunidade, temos uma ótima relação, sempre nos atenderam com muita correção e transparência, sempre que é possível. Nesse caso, receberam uma notificação, ficaram de apresentar uma proposta e o Fluminense nos passou que não tinham uma proposta. Pediu para aguardar mais um tempo e dissemos que não poderíamos, por conta da pressão com o cliente. A conversa foi bem franca. A tentativa de acordo como Flu pode acontecer a qualquer momento, mas de fato não tinha mais como adiar a entrada desta ação. Ocorreram várias tratativas, tentativas de conversas para aprofundar, mas o Fluminense não tinha condições nem de fazer uma proposta. O Atibaia continua aberto, caso o Fluminense tenha uma possibilidade de uma negociação razoável – destacou o advogado.

O site número 1 da torcida tricolor também procurou o presidente do Atibaia, Alexandre Barbosa. Chateado com as poucas oportunidades dadas ao atacante Robinho, ele destacou que, apesar do débito do Tricolor, as portas não estão fechadas para o Fluminense numa negociação futura com outros nomes.

– A camisa do Fluminense é maravilhosa. Quem não quer fazer negócio com o Fluminense, jogar no clube? A gente teve um jogador que foi comprado e não deu certo no Flu. E temos outro que deu certo (Richard) e deu lucro para o Fluminense na venda. Os negócios são feitos continuamente e ninguém pode ficar de mal com ninguém. Faz parte. Tem clube que contrata jogador de volta que o colocou na Justiça. Negócios são negócios – frisou.

O representante jurídico dos paulistas, Márcio Andraus, contou ainda reportagem do site que o histórico de dívidas do clube no caso Robinho inviabilizou acreditarem numa promessa de pagamento do Flu, sem que esta esteja documentada.

– Aí também já existe um histórico, porque esse débito é de 2018. Então, propostas nesse sentido de jogar para frente eu acredito que até ocorreram, mas ficava distante da pretensão do cliente – concluiu.