(Foto: Divulgação - CBF)

Após a polêmica na partida deste domingo, no pênalti marcado para o Atlético-MG após suposto toque de mão de Marlon, a CBF divulgou o áudio do VAR para esclarecer a decisão da equipe de arbitragem. A marcação da infração levou os dirigentes tricolores à loucura. Em sua maior parte, os comentaristas de TV discordaram do pênalti marcado.

Confira o diálogo e o que diz a regra:

Assim que ocorre o lance, o árbitro não marca a penalidade e diz: “Possível mão. Eu vi. Jogador com posição natural na disputa de braço. A bola bate no peito do atacante e vai na mão do defensor. A disputa é natural. (O atacante) tenta dominar no peito e vai na mão do jogador, que abaixou a mão na disputa natural.”

A Cabine do VAR, então, avisa: “Possível penal. Aguarde, Marielson”.

E conclui: “Recomendo uma revisão, possível pênalti”.

A equipe do VAR argumenta com o árbitro: “Jogador está em ação de disputa, mas seu braço está acima da linha do ombro, ampliando seu espaço”.

Marielson vai até a cabine e pede para ver a imagem em velocidade normal para ver o “ponto de contato”.

O árbitro, então, chega à conclusão: “OK, jogador com o braço alto, de forma associada, amplia seu corpo, penal sem cartão”

Regra 12 – Regras do Futebol Fifa (2020/2021)

Tocar a bola com a mão/braço

Com objetivo de determinar com clareza as infrações de mão/braço, fica definido que o braço tem início na parte superior da axila, como está demonstrado na figura ilustrativa. Nem todo toque da bola na mão/braço de um jogador é uma infração. Será uma infração se um jogador:

  • Tocar a bola com sua mão/braço deliberadamente. Por exemplo, deslocando a mão/braço na direção à bola;
  • Tocar a bola com sua mão/braço, quando sua mão/braço ampliar seu corpo de forma antinatural. Considera-se que um jogador amplia seu corpo de forma antinatural, quando a posição de sua mão/braço não é consequência do movimento ou quando a posição da mão/braço não pode ser justificada pelo movimento do corpo do jogador para aquela situação específica. Ao colocar a sua mão/braço em tal posição, o jogador assume o risco de sua mão/seu braço ser tocada pela bola e, portanto, deve ser punido;
  • Marcar um gol na equipe adversária: diretamente do toque da bola em sua mão/braço, mesmo que acidentalmente, inclusive o goleiro; ou imediatamente após a bola tocar em sua mão/braço, mesmo que acidentalmente.