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CBF retira marca da Betano das redes do Brasileirão e da Copa do Brasil

Cassio Coelho

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A nova Medida Provisória do Governo Federal já provoca mudanças no futebol brasileiro. Entre os efeitos está a retirada por parte da CBF, da marca da Betano dos canais oficiais do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, competições que tinham a empresa como detentora dos naming rights.

Publicada em 25 de setembro, a MP 1.394/2026 proibiu a exploração, oferta e publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. Além disso, determinou a retirada de materiais publicitários e sinais de patrocínio em até dez dias.

Betano deixa de aparecer nas competições da CBF

Diante da nova regra, a CBF começou a adaptar a comunicação das competições. A marca da Betano já foi retirada dos perfis oficiais do Brasileirão e da Copa do Brasil nas redes sociais.

A empresa havia adquirido os naming rights da Copa do Brasil em 2023. Desde então, o torneio passou a ser chamado oficialmente de Copa Betano do Brasil. No Campeonato Brasileiro, o acordo foi firmado em 2024, substituindo o antigo naming rights do Assaí. Agora, porém, a identidade das competições precisa ser adaptada ao novo cenário.

Medida também afeta os clubes

O impacto vai além dos perfis das competições. A determinação atinge diretamente boa parte dos clubes da Série A.

Atualmente, 14 dos 20 times da elite possuem empresas de apostas como patrocinadoras máster. Por isso, uniformes, placas e outros espaços comerciais também precisam passar por mudanças dentro do prazo estabelecido.

No caso do Fluminense, a situação também merece atenção. O Tricolor tem a Superbet como patrocinadora máster e já foi comunicado sobre a possibilidade de mudanças no acordo diante da nova legislação.

Quando as bets serão bloqueadas?

A MP estabeleceu um cronograma para a retirada das empresas do mercado. A publicidade e os patrocínios existentes podem permanecer até 5 de outubro, às 23h59. Depois disso, a partir de 6 de outubro, sites e aplicativos de apostas deverão ser bloqueados no país.

Assim, o futebol brasileiro entra em uma nova fase comercial. CBF e clubes terão de adaptar contratos, uniformes e propriedades de mídia diante da mudança nas regras.