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Clubes descartam paralisação do Brasileirão após proibição das bets; Fluminense acompanha cenário

Cassio Coelho

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Os clubes da Série A chegaram a discutir a possibilidade de paralisar o Campeonato Brasileiro como reação à proibição das bets no Brasil. A ideia, porém, não avançou. Entre os motivos estão a falta de datas para repor as partidas e a postura neutra da CBF no caso.

O Fluminense está inserido nesse cenário. O clube é um dos times da Série A que possuem relação comercial com empresas de apostas e, por isso, também sofre os efeitos da Medida Provisória 1.394/2026.

Clubes miram o STF contra proibição das bets

Com a paralisação descartada, a estratégia passou a ser jurídica. Os clubes discutiram uma atuação conjunta no Supremo Tribunal Federal para tentar reverter os efeitos da medida.

Até o momento, porém, o Flamengo foi quem avançou individualmente. O clube entrou no STF como interessado em ações que questionam a MP.

O Palmeiras chegou a avaliar uma iniciativa própria, mas recuou. Assim, não houve até agora uma ação conjunta dos clubes da Série A.

Fluminense acompanha os impactos

A proibição das bets afeta diretamente o mercado de patrocínios do futebol brasileiro. Segundo levantamento citado pela imprensa, 14 dos 20 clubes da Série A tinham patrocinadores máster ligados ao setor.

No caso do Fluminense, a mudança pode gerar impactos comerciais com o fim da exposição das empresas de apostas. Os clubes agora buscam alternativas para substituir essas receitas.

Enquanto isso, a disputa jurídica continua. Além da movimentação do Flamengo, entidades do setor também questionaram a medida no STF.

Por enquanto, portanto, o Brasileirão não será paralisado. A tendência é que os clubes concentrem seus esforços na frente jurídica e na busca por soluções para reduzir o impacto financeiro causado pelo fim dos patrocínios de bets.