Por conta da pandemia, os jogos do Campeonato Brasileiro tem sido disputados sem torcida e com portões fechados. Com menos barulho dentro dos estádios, fica mais fácil ouvir tudo que se fala no campo, ou mesmo na beira dele. Por conta disso, cresceu o número de cartões para membros das comissões técnicas dos clubes. Em 2019, foram apenas 4 nas primeiras quatro rodadas. Já esse ano, o número saltou para 13, um aumento de 225%.

– Não há nenhuma determinação para ser mais ou menos rígido com o banco. O grande fator é mesmo a ausência de público, que torna tudo muito mais audível. A única orientação é que o quarto árbitro não entra mais em conflito com o banco. Quem cuida da disciplina é o árbitro central, e o que a regra diz é que se um grito não é identificado, o cartão deve ser aplicado ao treinador, que é o responsável pelo banco. É o que diz a lei. Em quatro rodadas, os árbitros não são o maior assunto da competição, e isso é muito bom para o futebol – disse o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF e ex-árbitro, Leonardo Gaciba.