Divulgação: Agência Brasil

Nascido na Argentina, Darío Conca sofreu uma perda, assim como todos os torcedores de seu país, com o falecimento de Diego Maradona, maior craque do futebol argentino. Em entrevista ao portal GE, o ex-atleta, campeão brasileiro pelo Fluminense em 2010, comentou sobre a passagem do ídolo e o impacto causado nele.

– Foi uma tristeza muito grande. Nosso herói, nossa referência, a pessoa mais importante do nosso país, podem falar o que for. Para nós é um grande ídolo, uma pessoa que nos defendia no momento que precisávamos, que nos deu grandes alegrias. Lamentavelmente foi uma perda muito importante para o futebol mundial e mais ainda para os argentinos, que amamos ele. Estará para sempre em nossos corações. Desejo que a família supere esse momento tão difícil e que nosso país saiba que tivemos o maior do mundo – disse.

 
 
 

O ex-meia tricolor ainda aproveitou a oportunidade para contar histórias com Maradona. Conca conheceu o ídolo duas vezes pessoalmente, sendo a primeira delas ainda na infância. Depois, como jogador, na época que defendia a Universidad Católica, do Chile.

– Eu o encontrei duas vezes. Uma quando eu tinha 12 anos. Ele foi treinar em um lugar onde um vizinho meu trabalhava em um restaurante e me avisou. Ele estava voltando para o Boca. Aí fui lá e estava ele e o Caniggia. Nunca me esqueço de olhar e ver que era o Maradona. Ele colocava uma pessoa em pé na frente de cada trave e chutava a bola de fora da área por cima da cabeça de cada uma, na gaveta. Quando ele saiu, ninguém deixava encostar nele, tirar foto. Aí eu fui tirar foto com um irmão, uma pessoa nos parou e ele disse: “pode deixar”. Imagina estar do lado do Maradona?! Meu herói. Quando éramos crianças, brincávamos de escolher quem era cada jogador e todos brigavam para ser o Maradona. A segunda vez foi quando ele foi jogar no Chile. Eu estava no Universidad Católica. Quando entrei no vestiário, fui cumprimentá-lo e ele disse: “E aí, Conca. Como você está?”. E eu pensei “Mentira que ele me conhece”. Aí a pessoa que estava com ele disse: “Ele conhece quase todos os jogadores do mundo. Todos os argentinos ele sabe quem é quem”. Incrível. Essas coisas demonstram a humildade do maior de todos – disse.