Confira a íntegra da entrevista de Nem a revista

Confira a íntegra da entrevista de Nem a revista

Nem foi um dos grandes nomes do Fluminense na conquista do Brasileiro no ano passado (Foto: Photocamera)

Cria das divisões de base, Wellington Nem foi um dos grandes nomes do Fluminense na conquista do título brasileiro de 2012. Neste ano, não conseguiu repetir as atuações e acabou negociado com o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Em entrevista à Revista Placar, o atacante falou sobre a saída do clube, seus planos para o futuro e mais.

Confira aqui a íntegra:

Não acha que o seu ciclo no Fluminense se encerrou muito cedo? Acha que tinha mais lenha para queimar nas Laranjeiras?

Eu gostaria de ficar. A eliminação na Libertadores (ante o Olimpia) foi um baque muito grande. Fiquei triste. A proposta do Shakhtar foi boa. Sai por outras coisas também.

Teve problemas com diretoria, torcedores?

Depois da eliminação (na Libertadores), a torcida passou a me vaiar. A diretoria não aumentou o meu salário. Eles não dão muito valor à base. Mas um dia eu volto.

De cara, o que te chamou a atenção no Shakhtar?

Eles têm um dos melhores CT’s do mundo, uma estrutura fantástica. O estádio (Donbass Arena) é muito bonito. Tenho certeza de que fiz a escolha certa.

O fato de o Shakhtar já ter nove brasileiros em seu elenco contribuiu para o negócio vingar?

Sem dúvida. A presença dos brasileiros contribuiu 50% para a minha ida. Eles me ajudam muito. Além disso, o Shakhtar é sempre campeão ucraniano e disputa todo ano a Liga dos Campeões.

No Fluminense, você se destacou atuando aberto pela direita do ataque. Já conversou com o técnico Mircea Lucescu sobre o seu posicionamento em campo?

Não precisou. Ele me viu jogando pelo Fluminense. O Shakhtar joga com uma linha de três meias, e eu sou o jogador que fica pelo lado direito. A diferença é que o Flu joga mais avançado, e aqui eu jogo um pouco mais recuado. Não terei problemas com isso.

Vê o Shakhtar como um trampolim para um clube de maior envergadura na Europa dentro de alguns anos?

Tenho cinco anos de contrato e quero cumpri-lo. Não penso em sair. No futuro, quem sabe, eu possa jogar num clube como o Real (Madrid) ou o Barça. Todo jogador sonha com isso. Mas agora tenho que pensar em jogar no Shakhtar.

Bastaram 28 minutos em campo para você marcar logo em seu primeiro jogo pelo Shakhtar. Que nota dá para a sua estreia?

(Pensativo) um 8,5… não, 8. Estava voltando de contusão, então acho que foi de bom tamanho.