(Foto: Divulgação - Conmebol)

Em parceria com o laboratório chinês Sinovac, a Conmebol conseguiu a doação de 50 mil doses de vacina contra o coronavírus. A prioridade é pela imunização das delegações que disputarão a Copa América, mas participantes da Libertadores e competições nacionais também serão contemplados. O site Uol destrinchou quantas doses cada grupo poderá receber. Confira:

Seleção Brasileira:
Máximo de 70 pessoas vacinadas, entre jogadores, membros da comissão técnica e funcionários que estarão na Copa América.

A CBF precisou enviar uma pré-lista de convocados, com 50 atletas, à Conmebol como já previa o regulamento da competição. Mas a Conmebol informou que se a confederação quiser, e puder, poderá imunizar qualquer um desses 50, mesmo que depois o jogador seja cortado e não apareça na lista final de 23 nomes que Tite divulgará nas próximas semanas.

Clubes participantes da Libertadores e da Sul-Americana:
Máximo de 70 pessoas vacinadas entre os clubes que estão nas Copas, sendo obrigatoriamente até 50 jogadores inscritos e o restante membros da comissão técnica e funcionários que normalmente viajam para as partidas.

No caso do Brasil são 14 times: Flamengo, Palmeiras, São Paulo, Fluminense, Atlético-MG, Santos e Inter na Libertadores e Ceará, Corinthians, Athletico, Bahia, Atlético-GO, Bragantino e Grêmio na Sul-Americana.

Clubes da Série A:
Máximo de 50 pessoas vacinadas: 30 jogadores e 20 funcionários (comissão técnica incluída). Excluindo os 14 participantes dos torneios da Conmebol sobrariam para receber essas doses os profissionais de América-MG, Juventude, Cuiabá, Fortaleza, Sport e Chapecoense.

Clubes da Série A-1 do Brasileiro Feminino:
50 pessoas de cada um dos 16 times participantes da edição 2021 poderiam ser vacinadas: 30 jogadoras e 20 funcionários.

Arbitragem:
Árbitros do quadro da CBF receberiam as duas doses, número a ser definido.

Se houver sobra de doses, a Conmebol libera vacinar funcionários das confederações que atuem nas operações dos jogos.

Apesar dessa predisposição, há ainda alguns fatores a serem avaliados. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já avisou que caso tais vacinas cheguem ao Brasil terão de ser doadas ao governo federal, conforme determina a lei. O imunizante é produzido pela Sinovac, mas o órgão não sabe se é o mesmo que foi feito em parceria com o Instituto Butantan. Logo, desconhece se é aquele aprovado para o uso emergencial no país.

Fora isso, alguns clubes já se manifestaram contra receber vacinação furando a fila de grupos prioritários, casos de Santos e Grêmio. Já a CBF, se puder, pretende vacinar jogadores e funcionários da seleção brasileira.