Foto: Photocamera
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Em participação no programa “Bem, Amigos”, do canal Sportv, Cristóvão Borges foi indagado sobre o tema racismo no futebol. O treinador do Fluminense contou que no Vasco acredita que tenha havido alguma resistência quando não fazia o que uma parte de torcedores cruzmaltinos o olhavam de uma forma “diferente”.

– É, no mínimo, uma grande coincidência, porque isso é verdadeiro, somos muitos poucos, então pode ser que exista isso (preconceito). Por exemplo, assumi o Vasco numa condição especial com a saída do Ricardo (Gomes), e fui de assistente a treinador, e para dirigir um clube com tradição. O Vasco tem uma social (em São Januário) e o banco da equipe é próximo. Ali estão os torcedores que mais cobram e exigem. Durante esse período lidei com grande jogadores e ídolos da história do clube e tive que ter atitudes, como substituições. Na época tinha Felipe, Juninho, Diego Souza, Alecsandro, e, a não ser o Fernando Prass, todos eles ficaram no banco em algum momento. Fazia o meu trabalho com convicção, e isso causou insatisfação em alguns momentos. Somos negros e sentimos isso no olhar, no movimento, e o comportamento de alguns. Nesse lugar era uma coisa anormal, e ouvi muita coisa que vinha de encontro a essa minha posição de assistente para treinador, como se fosse um abuso eu tomar certas atitudes, isso deu para perceber – afirmou.


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