Peter alegou não ter tido tempo suficiente para formular sua defesa (Foto: Divulgação - FFC)

Contratado no dia 14 de junho de 2016, o meia Marquinho não conseguiu nem de perto o mesmo sucesso que obteve em sua primeira passagem pelo Fluminense. Enfrentando inúmeros problemas com lesão, o jogador foi dispensado do clube, junto com outros sete atletas, mesmo estando entregue ao departamento médico, no fim do ano passado. A ideia do Fluminense era economizar com as saídas forçadas, mas o que poderia ser uma solução, pode se tornar pesadelo.

Após dispensar Marquinho pelo telefone, o Fluminense, na figura do vice-presidente comercial, Ronaldo Barcellos, procurou o jogador para negociar e assim foi feito. O acordo ficou em R$ 6 milhões, dividido em 24 vezes de R$ 250 mil, selado na 19ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. O clube até pagou as primeiras parcelas combinadas, mas depois não continuou. Procurado pelo NETFLU, o empresário do atleta, Marcio Rivelino, foi enfático ao falar sobre o tema:

– Em relação a parte financeira quem deve se preocupar é o Fluminense. Porque se não honrar com o combinado vai sair muito caro para o clube. E o relógio corre contra o clube! No acordo está tudo lá. De coração espero que arrumem um jeito de pagar o acordado, senão aí sim ficará muito complicada a situação.

Questionado se o Fluminense deu algum prazo para colocar quitar os débitos, o agente do atleta preferiu não dar maiores detalhes, mas voltou a destacar que, para o bem do clube, é melhor que tudo seja resolvido o quanto antes.

– Sobre prazos, acordo eu não falo. Porém estou na torcida para que seja cumprido tudo. Só sei uma coisa: se não for cumprido o acordado com Marquinho, será uma pena para a instituição – concluiu.

O próprio Marquinho, em entrevista para o site Globo Esporte no dia 5 de março, revelou que havia certa incoerência no acordo, uma vez que, segundo ele, receberia praticamente a mesma coisa que iria receber se permanecesse no clube.

– Sou meio chato, pois vou até o final para saber das coisas. Abel me mandou mensagens, disse que não teve participação. Pelo o que a imprensa falou, o Fluminense não teria condições de pagar os salários mais altos. Mas o acordo que eu fiz… foi praticamente tudo o que teria de receber pelo contrato. Não faz sentido algum. Então, o bastidor do Fluminense tem as pessoas que vazam informações e ninguém sabe de nada. As coisas acontecem e ninguém sabe de nada. Eu não quis me desgastar mais para saber o real motivo. Bastava uma ligação diferente… “Marquinho, vem aqui, vamos falar, trata e depois a gente rescinde”. Poxa, iria entender e aceitar. É do mercado, faz parte. Mas foi como foi… – declarou Marquinho, que não quis entrar na Justiça contra o Fluminense:

– Só após o começo das conversas para negociar que eu recebi uma carta do clube informando que eu poderia tratar lá. Como eu disse, foi uma atitude impensada. A ligação foi de fechar as portas, e eu tive de me virar. Só depois veio uma carta do departamento médico abrindo as portas para eu tratar. Mas a minha cabeça era que iria tratar em qualquer lugar, menos lá. Quem conversou pelo clube foi o Ronaldo Barcelos (vice-presidente comercial), um cara muito educado e disposto a resolver o problema. Ele demonstrou que queria fazer um acordo legal. Não chegou a pedir desculpas pois não falava pelo clube, mas ele mesmo achou que foi conduzido de forma errada. Não gosto de falar por terceiros, mas ele passou isso para a gente. Pensei muito. Eu prezo sempre pelo bem. Achei que a briga e o desgaste judicial iriam apagar tudo o que fiz pelo clube. A instituição Fluminense e o torcedor são maiores. Só tenho agradecimento a eles. Sou o que sou pois passei pelo Fluminense. E, claro, o Ronaldo (Barcellos, vice-presidente comercial) conduziu muito bem as conversas. Então, desisti.

Procurado pelo NETFLU, o Fluminense não quis se manifestar sobre a situação em torno do acordo com o meia.