Peter Siemsen foi o principal cabo eleitoral de Pedro Abad

Segundo o ex-presidente do Fluminense, Peter Siemsen, o clube encerrou 2016 com superávit de R$ 8 milhões. Entretanto, isso só foi possível graças ao adiantamento das cotas de televisão de 2019. Para opositores, esta situação fere as regras do Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut). Na opinião do especialista em marketing esportivo Amir Somoggi, não há ilegalidade. Porém, não representa a realidade.

– É legal, mas não é correto. Esse presidente não é o que será daqui a cinco anos. É um uso político, não gerencial, e todo mundo só quer fazer política aqui. Flamengo, Corinthians e Grêmio também lançaram esse dinheiro da televisão nos seus balanços, mas só o Flamengo não dependia dele para ser superavitário – destacou Somoggi.

Relator do Profut, o deputado federal Otávio Leite falou sobre o assunto:

– Se você é uma empresa e tem recebíveis, você coloca como um ativo seu. O objetivo da lei era evitar que as administrações comprometessem receitas futuras. Se houver ofensa a este princípio, há ilegalidade. Se a gestão temerária for configurada, isso pode trazer problemas penais e cíveis para o administrador.

Será votada nesta quinta-feira, nas Laranjeiras, as contas de 2016, último ano da gestão Peter Siemsen. O NETFLU fará a cobertura in loco a partir das 19h30.