Em nota, grupo político que apoia Peter cobra demissão de Enderson

Em nota, grupo político que apoia Peter cobra demissão de Enderson

flusocio1Com palavras fortes, a Flusócio exigiu a queda do técnico Enderson Moreira. O principal grupo político que apoia a gestão do presidente Peter Siemsen diz que a atuação contra o Sport foi o “mesmo lixo de sempre” e que o Fluminense, “hoje, é um bando em campo”. Confira na íntegra a postagem que foi ao ar logo após a derrota para o Sport por 1 a 0 no domingo:

 

Vai ficar assim?

 

São 6 jogos, 5 derrotas e 1 empate no returno. São 9 derrotas nos últimos 11 jogos. Queda do quarto lugar para o 11o lugar. Estamos a 7 pontos do Z4, cenário que era impensável no início do returno mas vai se materializando perigosamente. Não há mais o menor clima ou paciência da torcida tricolor com a permanência de Enderson Moreira à frente do time. Uma campanha ridícula que derrubaria qualquer treinador no Brasil.

Sobre a partida em si, contra o Sport, falaremos apenas que foi o mesmo lixo de sempre dos últimos jogos. A derrota, sem ameaçar o gol adversário, contra um time que estava visivelmente no bagaço físico e que não venceu nenhum de seus últimos 10 jogos, apenas repetiu o mesmo roteiro das anteriores. Queremos falar sobre as causas, não sobre os efeitos.

O time do Fluminense, hoje, é um bando em campo. Zero organização tática, zero lucidez sobre o que fazer com a bola, zero aproveitamento de bolas paradas, zero lucidez quanto às decisões sobre aproveitamento de atletas. Hoje, Léo Pelé mostrou quanto tempo foi desperdiçado sem um lateral de origem escalado na esquerda.

Se foi uma aposta plausível a contratação de Enderson Moreira após a desastrosa manutenção de Cristóvão e a “invenção” chamada Ricardo Drubscky, também é inacreditável que não se perceba a parcela de culpa que lhe cabe.

Também em termos físicos, é preocupante a diferença do Fluminense para os demais. Porque não trouxemos Paulo Paixão, quando houve a chance? Ou outro do mesmo nível? Gastar uma grana alta com Wellington Paulista e não ter um preparador físico de ponta é pra nós algo incoerente. Os custos para contratar Magno Alves ou Paulo Paixão, por exemplo, são parecidos. Sim, hoje colocamos a preparação física do Fluminense em xeque, pois não conseguimos marcar forte e não conseguimos ter volume de jogo contra adversário nenhum, mesmo tendo vários jogadores hábeis em nossa equipe.

Mas é bom lembrar que a comissão técnica não pode ser a única culpada: a gestão de futebol errou totalmente a mão no controle do elenco, reforçou-o com nomes caros e discutíveis, tais como Wellington Paulista, Magno Alves, Antonio Carlos e Pierre, além de ter contratado também atletas que nunca foram sequer aproveitados, tais como Artur e João Felipe.

E está cada dia mais evidente que a contratação de R10 foi uma cartada de altíssimo risco, que vai se transformando num grande problema pois o atleta sequer consegue treinar assiduamente.

Infelizmente, na hora de encorpar o elenco, as escolhas do Depto de Futebol tornaram o time mais caro, menos competitivo e com problemas internos perceptíveis a qualquer torcedor que acompanha o Flu mais de perto. Tivemos folga na folha de salários com as saídas de Wagner, Martinuccio e outros mas pelo visto gastamos pessimamente na recomposição.

As apostas são baratas. Por exemplo, todos entendem que os péssimos João Felipe e Guilherme Santos foram erros, mas vieram a baixíssimo custo e em lote, da mesma forma que jogadores úteis como Edson, Giovanni e Vinícius vingaram. Apostar e errar faz parte do negócio, mas consideramos errado gastar grana alta em tantos jogadores que estão há anos na trajetória descendente.

É atribuição do comando do Futebol, explicitamente dos Srs. Fernando Simone e Mario Bittencourt (sem esquecer do mandatário Peter Siemsen) tomar as rédeas da situação atual e resolvê-la.

A espiral negativa está aí. Apoio e autonomia ao Departamento de Futebol nunca faltaram de nossa parte, mas agora chegou a hora de cobrar correção de rumos. O Z4 está a apenas 7 pontos, algo inacreditável um mês atrás e a demora nas decisões que precisavam ser tomadas no ano de 2013 não podem ser repetidas.


Sem comentários