(Foto: Mailson Santana - FFC)

Uma Escolinha franqueada do Fluminense está processando o clube pelo não pagamento de 10% do valor que tem direito pela venda do volante Rafael Resende, realizada em julho de 2019, para o Sharjah FC, dos Emirados Árabes. A “Guerreirinhos Campo Grande” ainda investiga na Justiça uma possível fraude nos valores do negócio e reclama de falta de transparência do clube. As informações são do repórter Victor Lessa, da Rádio Globo.

Na época da transferência, os valores foram mantidos em sigilo. No entanto, posteriormente, o Fluminense informou que o negócio foi fechado por 300 mil dólares, o que daria R$ 1,2 milhão, na cotação da época, com o clube ficando com 30% dos direitos do jogador. CEO do Tricolor, Fernando Simone confessou a dívida e ficou acertado em janeiro desse ano que o Flu pagaria o valor de pouco mais de R$ 107 mil em 10 parcelas, o que não foi honrado.

Com o atraso, valor atual da dívida estaria em torno de 150 mil reais. No último dia 31, a Justiça deferiu a solicitação da franqueada e determinou o pagamento da dívida em até 3 dias uteis, mas o pagamento ainda não foi registrado. Em nota, o clube se posicionou e relatou a presença de um intermediário na negociação, contestando. Confira a nota:

“O Fluminense fechou o acordo diretamente com seu licenciado, o responsável pela Escolinha. Em seguida, apareceu o intermediário nesta relação. O acordo teve participação do jurídico, que conduziu junto com Simone, CEO do Flu, que tem total autonomia para esta negociação. Nesta condição, Simone assumiu de forma natural a negociação, entretanto, durante as tratativas, surgiu o intermediário cobrando os valores que o clube entendeu não serem devidos. Por esta razão, os pagamentos foram suspensos até que as dúvidas sejam sanadas com o real representante da Escolinha. O clube segue todas as normas legais e esportivas e utiliza o mesmo procedimento em todas elas”.