Ex-dirigente: Situação de Mário requer debate do ponto de vista ético

Ex-dirigente: Situação de Mário requer debate do ponto de vista ético

mariobPaulo Brito

Com a anuência da Flusócio, maior grupo político do Tricolor e, também, gozando da confiança do mandatário do Fluminense, Peter Siemsen, Mário Bittencourt permanece como vice-presidente de futebol (cargo não remunerado) e advogado do clube (cargo remunerado). Tal questão já foi largamente debatida e é um dos temas preferidos da oposição para tentar minar o atual homem forte dos tribunais e do futebol verde, branco e grená. Diante deste cenário, o ex-vice jurídico do Flu, Carlos Eduardo Cardoso, conhecido como Cacá, que deixou o cargo há três semanas alegando questões particulares, entrou na discussão. Indagado acerca do que ocorre com Mário Bittencourt, Cacá evitou polemizar, entendendo que o tema, se fosse discutido amplamente, deveria ser feito numa outra ocasião e, tão somente, do ponto de vista ético.

– Essa é uma questão (o conflito de interesse). Se deve existir um debate sobre isso é do ponto de vista ético. Se vai haver um conflito de interesses ou não, não sei se é o momento mais apropriado para tocar no assunto. Temos jogos decisivos mais a frente. O fórum adequado é o conselho deliberativo para se questionar isso – argumentou com exclusividade ao portal NETFLU.

Na última sexta-feira, em resposta a matéria do jornal O Globo, que explanava o contrato do escritório de Mário Bittencourt com o Time de Guerreiros, o Fluminense lançou uma nota oficial  onde explica que não há acordo acima do normal, salientando que o escritório acumula trabalhos da área civil, trabalhista e esportiva, totalizando mais de 600 ações. Além do clube, a Flusócio, através de seu blog, também desacreditou a matéria do jornal, ressaltando que especialistas foram consultados para analisar a situação do atual VP de futebol, antes de sua homologação no conselho deliberativo.

As informações divulgadas pelo jornal também não foram bem digeridas pelo ex-vice jurídico. Segundo ele, é rotina dentro da imprensa esportiva,  principalmente quando o Tricolor é o personagem, maximizar abordagens negativas e minimizar assuntos positivos.

– Li a matéria do Globo e essas coisas acontecem em momentos inoportunos. Fico triste porque o espaço que é dedicado ao Flu é de duas, três linhas quando o momento é bom. Quando é pra tumultuar, abrem um espaço enorme – reclamou.

Neste sábado, um dia depois de toda a polêmica envolvendo o assunto, foi a vez da presidência do conselho deliberativo se manifestar. Por intermédio do site oficial do Tricolor, foi divulgado um comunicado que frisava não existir, dentro do conselho, nenhum posicionamento que levasse a análise ou revisão de todos os contratos assinados pelo clube, incluindo o do escritório do vice de futebol.

Por fim, é importante frisar que o Tricolor permanece sem vice-jurídico desde a saída de Carlos Eduardo Cardoso. Ainda não há especulações de nomes para suprir a lacuna deixada pela saída de Cacá.


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