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Ex-Fluminense ganha bolsa para estudar nos EUA

Cassio Coelho

Davi Justino, atacante de 16 anos e com passagem pelo Fluminense e atualmente no Internacional, ganhou uma bolsa de estudos integral para estudar nos Estados Unidos. O jovem além de estudar, irá jogar pela The Pennington School. O valor da bolsa chama a atenção: são R$ 420 mil na cotação atual.

Jovem atacante não escondeu sua felicidade em receber a bolsa

A lista final de convocados surgiu a partir do 2SV College Showcase, realizado no CT Vale das Laranjeiras, em Xerém, em parceria com o Fluminense. Ao todo, 72 atletas participaram da atividade, sendo 12 do clube carioca. Durante o mês de dezembro, técnicos de diversas universidades dos Estados Unidos estiveram no Brasil para acompanhar de perto o desempenho dos jogadores e fazer as avaliações.

”Posso dizer que é mais um sonho realizado e não imaginava que seria assim tão rápido. Vejo que muitos queriam ter essa oportunidade e espero poder dar o reconhecimento merecido em nome do meu bairro e da minha cidade. Sem contar que é mais um sonho realizado, não só meu, mas também da minha família” revelou o jovem.

Entre todos os jogadores coletados, 34 chamaram a atenção dos avaliadores e receberam, juntos, 106 ofertas de universidades norte-americanas. Desse total, sete propostas garantem bolsas de estudo integrais, uma delas destinada a Davi.

Caminho até uma nova oportunidade

Nascido em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Davi é o caçula de uma família com três filhos. Ele deu os primeiros passos no futebol aos oito anos, nas categorias de base do Fluminense. Ao longo da formação, passei por diferentes clubes em busca do sonho de seguir como atleta profissional, enfrentando também momentos de dispensa. Em sua trajetória, vestiu as camisas de União São João, Santos e Coritiba, até chegar ao Internacional. Atualmente, integra as categorias de base do clube gaúcho, em Porto Alegre, mas tem viagem marcada para Nova Jersey no meio do ano, onde iniciará uma nova etapa da carreira.

A mãe do jogador é artesã, produz peças de biscuit vendidas em feiras de Nilópolis, e o pai trabalha em uma loja de autopeças em São Cristóvão. Os pais do jovem não conseguiram esconder a alegria.

”Foi algo inexplicável, coisa que estava fora do nosso alcance. (Ouvimos ) Muitos “nãos”, muitas dispensas e disseram que não chegaríamos tão longe.”

”Isso é só o começo, darei meu máximo, para servir de exemplo para aqueles que não acreditam e porque é possível, só acreditar e ter fé”, completou a mãe de Davi.