(Foto: Nelson Perez - FFC)

Ex-vice de futebol e também diretor das categorias de base do Fluminense, Fernando Veiga concedeu uma entrevista exclusiva ao NETFLU e relembrou sua polêmica saída do clube. O episódio aconteceu em outubro de 2017, quando um áudio vazado do dirigente comparou a receita do Tricolor com a de um clube pequeno, como o Atlético-GO.

– Já havia um movimento pedindo a minha saída. Aquilo foi uma desculpa esfarrapada. Tinha gente que chegou para o Abad dizendo que eu era muito blazê, muito tranquilo e que precisava de um presidente que desse porrada na mesa, xingasse jogador. Acho que quem falou isso nunca entrou num vestiário. Pegaram esse áudio como desculpa, mas foi pressão política, mesmo que o Abad e o Teixeira digam que não. Eles tinham assessores que não entendiam nada de futebol, mas davam um parecer pra eles e conseguiram influenciá-los. Eu sei que há um risco de um áudio vazar se eu falar, mesmo num grupo de família. Quando eu falei aquilo, eu sabia que poderia vazar, até porque não falei absolutamente nada demais. Uma semana antes, eu tinha dado uma entrevista falando quase que o mesmo conteúdo dos áudios que vazaram. Tem que ter estômago pra trabalhar no Fluminense. Estamos sujeitos a esse tipo de coisa enquanto houver questões políticas – explicou Veiga.

Relembre o conteúdo áudio:

“A gente não tem dinheiro para pagar salário de R$ 20 mil. Há um mês, corremos atrás de volantes e zagueiros medianos que pediram 250 mil para jogar pelo Fluminense. Como é que a gente paga isso? Nossa receita é baixíssima. A gente tem receita de time pequeno, de Atlético-GO. Nós somos time grande, um time enorme, um dos maiores times do mundo, mas a gente hoje tem receita de time pequeno”, afirmou o dirigente.

Apesar da saída polêmica do clube verde, branco e grená, Fernando Veiga admitiu que aceitaria retornar às Laranjeiras se recebesse um convite no futuro. O dirigente se vê capaz de ajudar o Fluminense, que está em um momento de reestruturação, com sua experiência e conhecimento do mundo do futebol.

– Eu voltaria sim. Eu acho que tenho uma bagagem, conhecimento. Posso ajudar o clube em outras frentes, várias frentes. Depende muito da situação profissional. Hoje estou numa dinâmica diferente do que eu estava há três anos. O Fluminense está no meu coração e sei que, acima de tudo, posso ajudar. Quando o Fluminense precisar, se eu estiver disponível para ajudar, irei fazê-lo. Nunca vou abandonar o que eu amo – finalizou.