Objetivando arrecadar pouco mais de R$ 16 mil para seguir no tratamento de uma doença rara, a família de Matheus Miguel, tricolor de apenas oito anos de idade, faz um apelo na internet. Qualquer torcedor interessado pode ajudar clicando aqui.

Confira a postagem:

“Olá pessoal, me chamo Matheus Miguel, tenho 8 anos, sou do Rio de Janeiro,  mais especificamente de Nova Iguaçu, onde nasci e fui criado.

Adoro futebol, sou Fluminense desde pequeninho,  apesar do meu papai e minha mamãe serem Flamenguistas roxo. Não mudo por nada.

Adoro brincar com bonecos e carrinhos.

Até os 7 anos, tive um vida normal igual todas as crianças, meus pais nunca deixaram faltar nada para mim e para minhas irmãs Flaviana e Vitoria.

Em outubro de 2019, passei mal em casa e minha mãe e meu pai me levaram para o hospital do bairro onde moro e para nossa surpresa tive que ser transferido para o Hemorio, pois estava com suspeita de Leucemia.

Nosso mundo caiu, pensei, que doença e essa, que nunca ouvi falar, mais que deixaram papai e mamãe muito preocupados. A notícia boa é que andei de ambulância pela primeira vez.

Chegando no HEMORIO, fiz vários exames, me furaram várias vezes e para nossa tristeza a suspeita se confirmou, estava com Leucemia.

O pior de tudo, uma forma rara da Doença, chamada Leucemia Mielogenica Aguda,  que só tem menos de 150 mil casos no Brasil.

Aí começava a minha luta, fiquei internado por +ou – 2 meses, fazendo quimioterapia, tomando muitos remédios e etc.

O lado bom é que o hospital que estou, todas as pessoas são muito legais e gostam muito de mim.

Tem uma sala de brinquedos ENORME, com vários brinquedos maneiros.

E de vez em quando vem pessoas aqui fazer palhaçada, cantar e entre outras coisas legais.

Ahhh ganhei um ursinho muito legal, mais como não curto muito ursinhos, guardei para dar para meu primão mais novo, chamado Luccas.

Raspei meu cabelo, fiquei Carequinha, minha irmã Vitória fica me chamando de Smeagol , daquele filme dos anéis, eu não ligo, eu zoo ela pra caramba, de vez em quando dou até uns cascudos nela e me aproveito que ela não pode devolver.

Tive alta perto do Natal, para passar as festa de fim de ano com a família.

No Natal, me diverti muito, tomei banho de barril, cantei, brinquei muitooo . Meus pais ficavam preocupados, mais eu nem ligava, queria me divertir, como a muito tempo não fazia.

É o melhor de tudo, meu pai ganhou um HorverBoard, no bingo de Natal. Muito show.

Os meses foram passando e eu fui melhorando, meu cabelo voltou a crescer, tinha que redobrar os cuidados, por causa da Pandemia, Deus me livre pegar esse vírus.

Até que em maio/2020, passei mal, a doença tinha regredido, atingindo meu coraçãozinho e ia começar toda a luta de novo.

Teria que fazer o transplante de medula. Vamos torcer para que a minha irmã Vitória seja compatível comigo.

Continuei com minhas idas e vindas ao hospital, fazendo quimioterapia e tomando medicação, tive que fazer uma cirurgia para trocar o cateter, ora ficava bem ora não estava me sentindo tão bem.

Mais sempre mantive a esperança de ficar bom. A notícia boa que em julho/2020,  ficamos sabendo que a Vivi era compatível.Graças a Deus. Te prometo que nunca mais te bato heim irmã.

A notícia não tão boa, que possivelmente o transplante podera ter que ser feito em São Paulo ou Curitiba e o tempo de internação e de seis meses. Para isso íamos precisar de dinheiro, para se manter em outro estado. Meus pais ficaram muito preocupados denovo.

Mais tenho certeza que Deus vai nos prover.

Agora em setembro de 2020, meu pai indo me buscar no hospital, quando tive alta depois de mais uns dias internado, nosso carrinho, que chamávamos de Tieta, era velhinho, mais nos ajudava a nos locomover, entre idas e vindas no hospital, pegou fogo, com meu pai dentro.

Graças a Deus, ele conseguiu sair a tempo e não se feriu.

Mais uma luta que temos que enfrentar, como vamos fazer para ir para o hospital, já que me canso muito em andar, a pé.

Ainda tive que raspar meus cabelinhos de novo, agora em setembro, já estava me acostumando com meus cabelos lisinhos.

Bem meus amigos, essa é a minha história de um ano para cá.

Por esse motivo minha família, resolveu criar essa vakinha, para arrecadar dinheiro para que possamos se manter em outro estado, cobrir gastos com alimentos e medicamentos específicos para meu tratamento e se possível tentar consertar a Tieta.

No caso da Tieta, bem que o Luciano Huck, poderia ajudar né..

Conto com a ajuda de vocês!!!

Beijos do Matheus Miguel”