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Léo Itaperuna segue aquela linha de jogadores que saíram do interior ainda meninos para tentar a vida em uma cidade grande e que precisaram ressurgir diversas vezes para o esporte. Natural do município da Região Noroeste Fluminense que passou a usar como “segundo nome”, ele chegou bem perto de se tornar apenas mais um na estatística dos milhares de atletas que viram o sonho de viver do futebol dar espaço para a frustração – e até mesmo para a falta de independência financeira. Mas persistiu.

– Cheguei ao Fluminense em 2005. Na época de infantil fiz uma peneira que acontecia toda segunda. Fui aprovado, mas depois tive uma lesão em minha cidade jogando entre meus amigos, onde muitos achavam que eu não conseguiria mais jogar futebol. Mas, graças a Deus, dei a volta por cima e, quando voltei para o Flu, já voltei no primeiro ano de juvenil – recorda.

Mas esta não foi a única provação encontrada pelo atacante. Revelado pelo Flu em uma geração que tinha nomes como Tartá, Alan, Maicon, Fernando Bob, Fábio, Rafael, entre outras então promessas de Xerém, ele conseguiu atuar pelos profissionais e até mesmo marcar gol – diante do Figueirense, em 2007, pelo Brasileiro. Mas quando tudo parecia encaminhado, viu-se novamente frente a frente com as complicações de seguir uma carreira profissional por conta da “concorrência de peso” na equipe principal.

Na época, os jovens não tinham tanto espaço no Fluminense como atualmente, em que Xerém forma a base do time. O clube recebia altos investimentos no futebol da então patrocinadora e estava prestes a entrar em um dos períodos mais vitoriosos de sua história.

– Eu era bem jovem quando subi para o profissional de vez, em 2008. O time era patrocinado pela Unimed, isso dificultou muito para nós, da base. Por exemplo, na minha posição tinha o Somália, o Washington, o Rafael Moura, o Leandro Amaral, o Dodô… era complicado – lembra.