(Foto: Lucas Merçon - FFC)

Mario Bittencourt aparelhou a imprensa. Não foi obra do acaso, foi estratégia. Estratégia que deu certo. Que deu certo pra ele, Mario. E errado pro Fluminense.

E tome notícia chapa branca daqui, mimos e convites pra influenciadores dali. O time jogava mal, mas quem apontava os problemas era imediatamente considerado opositor, como se oposição ao que está errado no campo e na gestão fosse oposição ao Fluminense.

Não era. Não é. Não será.

Se hoje Mario é presidente do Fluminense, em boa parte o é por conta do trabalho de sites e blogueiros, que em gestões anteriores apontaram os erros e deram publicidade ao torcedor sobre as loucuras cometidas em Laranjeiras.

Hoje, com a caneta na mão, produz Power points insanos e conta com um séquito de disseminadores de versões que tentam, a todo custo, transformar fatos em narrativas políticas.

Os fatos?

O Fluminense tem um treinador de histórico fraquissimo, um futebol abaixo da crítica e uma forma de jogo que é inviável. Nossos jogadores simplesmente não aguentam mais o modelo que depende demais de um esforço físico hercúleo. Os caras estão estourados. Correm demais, jogam de menos.

Fora das quatro linhas, perdemos jogadores como Miguel, Dodi, Evanilson, Michel Araujo, Marcos Paulo, Pitaluga, Pacheco, Metinho. Promessas como Jefté, Alexsander, Wallace e John Kennedy simplesmente não jogam. Enquanto isso, mantemos no elenco atletas como Hudson, Wellington, Lucca e Barcelos.

Nos bastidores, existe uma inexplicável blindagem ao trabalho do Angioni. Se alguém souber o motivo do diretor de futebol nunca dar as caras eu gostaria que dividisse comigo.

Voltando ao Roger, a última dele foi a seguinte: “Não temos variações porque não dá tempo de treinar”. Acredita quem quer, né? São seis meses de péssimo futebol, excetuando três ou quatro jogos.

Amigos, o padrão é péssimo. Péssimo.

Uma pena, porque a chave da Libertadores está sorrindo pra gente.

Roger tem que sair. É horroroso em sua concepção de jogo, insistência e apadrinhamentos. Mas não vai. E sabem a razão? Nosso presidente fez um contrato de 24 meses com um treinador sem qualquer performance ou resultado expressivo na carreira. A multa é milionária.

Eu tenho uma sugestão pra amenizar essa lambança. Bota o Marcão pra treinar o time (tem futebol e aproveitamento significativamente melhores) e promove o Roger pro importantíssimo projeto do sub-23 (também conhecido como sub-Angioni).

Os meninos estão perdendo jogo após jogo e, como é vendido por aí, serão a base do Fluminense de amanhã.

Deixa o Roger estourando a musculatura e dando a bola pro adversário por lá… Os fortes (e bem empresariados) sobreviverão e nos darão muitas alegrias, não é mesmo? Quem sabe antes de nove anos, prazo que o Mario estabeleceu para que o Fluminense esteja recuperado.

No time de cima – esse estorvo à gestão – deixa o Marcão. Já está nos custos, já deu mais de dois treinos, não é modinha e vai continuar deixando o presidente puxar músicas da torcida nos vestiários após as vitórias.

Marcão é só mais ou menos, nada demais, mas isso o faz ser um Guardiola perto do arremedo de treinador e palestrante que temos no comando.

E olhem, pelas atrapalhadas coletivas que o Roger está dando após as derrotas, em breve perderá o vestiário (se é que já não perdeu). Jogador não é trouxa e em geral sabe ler as entrelinhas do “eu ganho, nós empatamos, eles perdem”.

Fica, Roger! O sub-23 precisa de você.