(Foto: Mailson Santana/FFC)

O Fluminense pode se deparar com vários novos “casos Scarpa” a partir desta segunda-feira. Isso porque o clube completou três meses de salários atrasados na carteira (13º, janeiro e fevereiro), sem mencionar o débito referente a direito de imagem. Devido a inúmeros bloqueios e falta de receitas oriundas de patrocínios e bilheteria, a cúpula das Laranjeiras vem deixando de cumprir promessas atrás de promessas e irritando alguns jogadores.

A situação é debatida internamente entre os atletas, comissão técnica e os agentes. Praticando um dos estilos de jogo mais comentados e elogiados no início desta temporada, o Time de Guerreiros pode sofrer duro golpe psicológico se algum empresário quiser fazer valer os direitos de seu cliente.

Em cima deste contexto, por conta do interesse do clube em Nenê, Marquinhos Calazans, revelado na base do Fluminense, poderia pressionar os dirigentes a deixá-lo ir para o São Paulo, que deseja o atleta para liberar o veterano. Empresário do jovem, Marcelo Bastos descartou acionar o Tricolor.

– O Fluminense completa três meses de salários atrasados nesta segunda-feira e o Marquinho Calazans não vai entrar na Justiça, para não forçar nenhum tipo de situação – garantiu em entrevista exclusiva ao NETFLU.

Paralelo a isto, o diretor de futebol, Paulo Angioni, e o presidente tricolor, Pedro Abad, buscam alternativas para manter Everaldo. Na mira do Cruzeiro, o jogador vinculado ao Velo Clube-SP tem contrato com o Fluminense até o dia 17 de maio. O Tricolor possui a prioridade de compra de 50% dos direitos sobre o atleta, no valor de R$ 2 milhões. Mas, antes, precisam desembolsar cerca de R$ 3,5 milhões para, ao menos, quitar um mês de salário e evitar maiores problemas na esfera jurídica.