01X_ZOOMDia “D” para o Fluminense. Tendo Vasco, Ponte Preta e, um pouco depois, o Criciúma, na vislumbrando uma saída do setor da degola, o Tricolor, primeira equipe fora da zona de rebaixamento, foi até a Fonte Luminosa, no interior de São Paulo, enfrentar o Corinthians. Com uma equipe modificada em relação aos últimos jogos, o Time de Guerreiros teve boa atuação no setor defensivo, mas deixou a desejar na criação de jogadas e, principalmente, na finalização. O jogo burocrático do Tricolor, muitas vezes abdicando do atacante, teve punição dos deuses do futebol: um gol de pênalti no fim, dando a vitória ao Corinthians, por 1 a 0.

Apostando na experiência, o técnico Vanderlei Luxemburgo escalou Felipe, Wágner e Marcelinho de titulares. Com menos jovens do que em partidas anteriores, o Time de Guerreiros apresentava um jogo mais lento, cadenciado. E, mesmo precisando do resultado, quem tomou as rédeas do confronto foram os paulistas. Logo aos 2 minutos, Douglas perdeu um gol incrível, frente a frente com Cavalieri, num cabeceio.

Logo aos 29, Diguinho teve de ser substituído, dando lugar ao colombiano Valencia. Se não fosse por Cavalieri, num desses milagres impressionantes, o Tricolor teria tomado gol aos 31, ainda da etapa inicial. Ufa! Enquanto Wágner tentava fazer algo, Felipe mostrava pouco futebol e, Jean, parecia perdido como ala. Marcelinho foi outra figura que mais tentou do que produziu algo realmente efetivo, de fato. No lado defensivo, Leandro Euzébio tinha atuação até acima da sua média pessoal. Já Gum parecia mais preocupado em dar bordoadas em Emerson, mas não comprometia.

No segundo tempo, provavelmente imaginando que o Vasco não fosse empatar com o Santos, depois de sair perdendo por 2 a 0, o Tricolor parecia jogar uma final de campeonato, tendo a vantagem pela igualdade. A jogada mais aguda veio logo no começo: aos 4 minutos, Sobis enfia linda bola para Wágner, pela ponta direita. O apoiador avança na velocidade e tenta cruzamento rasteiro para Marcelinho. Por pouquíssimos centímetros, o atacante não desviou a bola, que foi interceptada, parcialmente, pelo arqueiro Walter, espalmando para fora da área corintiana.

Sabe aquelas bolas que matam o torcedor do coração? Pois bem, aos 40 minutos, numa bola alçada na área, o atacante Alexandre Pato subiu mais alto que a defesa do Tricolor e testou a bola pela linha de fundo. A redondinha raspou a trave. Dois minutos depois, um lance tão assustador quanto: Romarinho cabeceou, a bola desviou em Euzébio e saiu pela linha de fundo. A postura, entretanto, do Fluminense, de tentar conduzir o jogo da forma como queria, mais preocupado em empatar do que em sair com a vitória, foi castigada. Aos 43, num novo cruzamento dos paulistas, Pato se antecipa a Anderson, tenta não deixá-lo cabecear. O árbitro vê e marca pênalti, expulsando o jogador. Triste. Na cobrança, o mesmo Pato acerta o ângulo esquerdo de Cavalieri, que chegou a acertar o canto. Muito triste.

Com este resultado, os comandados de Luxemburgo entram na zona de rebaixamento e acumulam nove partidas sem vitória no Campeonato Brasileiro.

 


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