(Foto: Reprodução Twitter)

Protagonista do título brasileiro de 2010 do Fluminense, Conca era unanimidade entre os torcedores tricolores até sua ida para o Flamengo em 2017. Depois de uma passagem pelo futebol chinês, o jogador voltou para o Brasil para defender o rival e os tricolores passaram a se dividir em dois grupos: os que ainda o consideram ídolo e os que não o perdoam por isso.

Em entrevista, porém, o argentino se defendeu e argumentou que o Tricolor não lhe abriu as portas quando, ainda machucado, decidiu voltar ao país para tentar recuperar seu futebol.

– Eu sou torcedor também. Tenho meu time do coração também e algumas vezes reclamei de um jogador ou outro. Eu nunca vou agradar todo mundo. Entendo perfeitamente que não ficaram felizes. Mas o que me deixa tranquilo é saber que, enquanto estive no Fluminense, respeitei 100%, busquei participar da maior quantidade de jogos possíveis, nunca faltei respeito ao clube. Eu, no meu caso, dou muita importância ao que acontece quando o jogador veste a camisa do clube. Você tem que demonstrar enquanto está lá o que é o mais importante. Eu me entreguei 100% e por isso estou tranquilo. Mas entendo as pessoas que ficam chateadas. É normal do torcedor não querer ver o jogador que passou no seu time jogar no time rival – disse ele, complementando em seguida:

– Nunca ninguém reclamou (pessoalmente). Uma vez uma pessoa veio me perguntar. Pode-se falar muitas coisas, mas quando eu explico que o Fluminense não me abriu as portas na época, as pessoas conseguem entender melhor. Acho que também por eu ter falado pouco naquele momento, as pessoas saíam falando mal da decisão que eu tomei tanto quanto fui para China, quanto para o Flamengo. Quando comento a verdade para o torcedor que me pergunta, que eu estava machucado, que o Fluminense sabia e não abriu as portas, aí eles conseguem entender. O que fica é que eu recusei o Fluminense. E eu não recusei. Eu nunca tive proposta do Fluminense – finalizou.