
Apenas sete times da elite seriam aprovados no ano passado
Na última terça-feira (11), o grupo de trabalho montado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) entregou a dirigentes da própria federação e de clubes um estudo para criação de um sistema de fair play financeiro. As informações são do jornal Estadão.
Batizado de Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF), o mecanismo foi construído nos últimos meses com participação de 77 clubes, federações ou órgãos da indústria do futebol.
A apresentação oficial do regulamento será no dia 26 de novembro. O conjunto de regras envolve quatro pilares: controle de dívidas em atraso, equilíbrio operacional, controle de custo do elenco e controle de endividamento de curto prazo.
Caso os clubes infrinjam as regras, estariam sujeitos a sanções. Na primeira violação, a agremiação entraria em estado de monitoramento e teria que seguir um plano de ação. Na segunda, começariam as punições, tais como:
De acordo com um estudo publicado por Rodrigo Capelo no Estadão, em 2024, caso o fair play financeiro estivesse vigente, 13 dos 20 clubes da Série A do Brasileirão, incluindo o Fluminense, teriam sido reprovados – o site não informa os motivos para a reprovação (veja aqui a matéria).
Com receita acima de R$ 1 bilhão no ano passado, Flamengo e Palmeiras teriam sido aprovados. Além deles, também Athletico-PR, Atlético-GO, Criciúma, Cuiabá e Juventude estariam com as contas sob controle.
Na visão de Capelo, o sistema tem “incentivos à boa administração, à medida que prejuízos, custos e dívidas de curto prazo não poderão superar a capacidade de arrecadação“. O jornalista encerra apontando que, pelo que se viu na última temporada, os dirigentes terão trabalho para adequar os clubes ao novo contexto.
Bruno Nunes Loreto é jornalista formado em 2018 pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Trabalha como redator desde 2016, passando por sites como Torcedores, 90min, Bolavip e Antenados no Futebol. Exerce a função de repórter no NETFLU.
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