O Fluminense entrou com uma ação pedindo ao judiciário que declare que o clube só precisa divulgar a lista dos votantes para a eleição do novo presidente faltando menos de 15 dias para o pleito. Com isso, pretende impedir que o candidato Pedro Trengrouse possa fazer pesquisas e campanha junto aos eleitores, assim com o todos os outros que desejarem o mesmo. Ou seja em caso de êxito na Justiça, todos terão a mesma impossibilidade.

– É uma estratégia do advogado contratado para defender o clube para garantir a integridade do banco de dados, dentro da regra prevista no estatuto – confirmou o Fluminense, por intermédio de sua assessoria, ao NETFLU.

As regras da eleição até agora não foram divulgadas e o estatuto do clube estabelece que as chapas devem ser registradas 15 dias antes das eleições. Cabe ao presidente liberá-la, ou não,  antes do prazo. O clube, porém, só quer divulgar a lista quando o pleito estiver próximo. Em 2010, na eleição em que Julio Bueno concorreu com Peter Siemsen, a lista foi liberada pelo então presidente Roberto Horcades vários meses antes da eleição.


A votação do novo mandatário do Fluminense conta ainda com um novo cenário. Pela primeira vez na história do clube o sócio torcedor poderá eleger o presidente. Atualmente, os candidatos sequer sabem o número de possíveis eleitores, já que para estar apto a participar do processo eleitoral o sócio torcedor tem de preencher certos requisitos. Em um ano atípico, onde o Fluminense demorou a se estabelecer em Edson Passos, mandando jogos em diversas praças, é imprevisível o número de sócios adimplentes.

E se por um lado o clube recorre à justiça para garantir o que muitos entendem como falta transparência, por outro dá demonstrações do uso da máquina, segundo constantes reclamações da oposição, sobretudo. O principal argumento é de que, não fosse assim, o atual presidente Peter Siemsen não teria anunciado a assinatura de um protocolo de intenção para a compra de um terreno onde se pretende construir um estádio justamente no lançamento do candidato que conta com seu apoio, Pedro Abad. Mencionado, Pedro Trengrouse repudiou a ação do clube.

– Em abril, desde que aceitei o desafio de ser candidato, venho pedindo ao clube que divulgue as regras da eleição. Essa ação do clube é ridícula, porque eu nunca manifestei em entrar na Justiça por isso. Uma ação não tem nada a ver com a outra. Sou candidato desde abril. É um absurdo que o clube queira manipular o judiciário para garantir a falta de transparência – disse com exclusividade ao portal NETFLU.

O candidato à presidência da chapa “Verdade Tricolor” se referia à ação que perpetrou no mês passado, pedindo que o clube divulgasse a lista de quem poderia votar na assembleia que alterou o estatuto. A juíza responsável, porém, não autorizou, dando como justificativa que na própria assembleia haveria espaço para discussão da proposta.

Clicando aqui você pode baixar na íntegra a ação impetrada pela direção do Fluminense.