A Medida Provisória que proibiu as bets no Brasil colocou um dos principais contratos comerciais do Fluminense no centro da discussão. A Superbet renovou o patrocínio máster do clube até 2029, em um acordo que pode chegar a R$ 86 milhões por temporada.
Segundo apuração da RTI Esporte, são R$ 53 milhões fixos por ano, além de até R$ 33 milhões em bônus. Caso todas as metas sejam alcançadas, o contrato pode representar aproximadamente R$ 344 milhões ao Fluminense ao longo de quatro anos.
A parceria ganhou ainda mais peso com a ampliação da exposição da marca. Além do espaço principal na frente da camisa, a Superbet também passou a ocupar a parte superior das costas do uniforme.
O novo acordo representa um aumento em relação ao contrato anterior, que previa R$ 40 milhões fixos por temporada e mais R$ 10 milhões em incentivos. Assim, o potencial financeiro da parceria cresceu de forma significativa.
Publicada em 25 de setembro, a MP 1.394/2026 proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. A medida também afeta ações de marketing e patrocínios das empresas do setor.
Além disso, as marcas têm até 5 de outubro para retirar materiais publicitários e de patrocínio. A partir de 6 de outubro, os sites e aplicativos de apostas deverão sair do ar.
Por isso, o Fluminense passou a avaliar o impacto da medida sobre um contrato que ainda teria mais de três anos de duração.
Dos R$ 86 milhões previstos como teto anual, R$ 53 milhões são fixos. Os outros R$ 33 milhões dependem do cumprimento de metas e, portanto, não representam uma receita garantida.
Ainda assim, o valor mostra o tamanho da parceria para o clube. Uma eventual saída da Superbet obrigaria o Fluminense a buscar alternativas para os espaços atualmente ocupados pela empresa.
O cenário também pode afetar outros clubes brasileiros, já que as casas de apostas se tornaram importantes anunciantes do futebol nos últimos anos.
No caso do Tricolor, portanto, o desafio será preservar o valor comercial alcançado pela camisa. O clube poderá precisar encontrar um novo parceiro ou reorganizar os espaços do uniforme para compensar uma eventual perda de receita.
Enquanto isso, a MP segue em discussão no Congresso e também é alvo de questionamentos no Supremo Tribunal Federal.