Notícias
Comunidade
Youtube
Contato
WhatsApp
Charges
Outros Esportes
Cupons do NETFLU

Fluminense pode ser afetado por plano do Governo após veto às bets; veja o cenário

Bruno Loreto

Clubes aguardam auxílio do Governo

🔍 adicione o NETFLU às suas fontes favoritas do Google

O Fluminense acompanha de perto os próximos passos do governo federal após a proibição dos patrocínios de bets no futebol brasileiro. Enquanto os clubes tentam entender os impactos financeiros da mudança, o Planalto avalia medidas para reduzir os efeitos da decisão.

Uma das possibilidades em discussão é a criação de uma linha de crédito de até R$ 20 bilhões para clubes e SAFs por meio do BNDES. A ideia seria ajudar as equipes na reorganização financeira em meio ao cenário de incerteza provocado pela mudança nos contratos com empresas de apostas.

O assunto interessa diretamente ao Tricolor, que possui contrato de patrocínio máster com a Superbet até o fim de 2029.

Fluminense já alertou sobre impacto da mudança

Após a publicação da Medida Provisória que proibiu a exploração e a publicidade das bets no Brasil, o Fluminense se posicionou oficialmente sobre o tema e destacou possíveis consequências para o clube.

O Tricolor afirmou que assumiu compromissos financeiros contando com os recursos previstos no acordo de patrocínio e defendeu a criação de um período de transição antes de qualquer alteração definitiva.

Um dos exemplos citados pelo clube envolve as lojas oficiais. Segundo o Fluminense, existe um estoque de camisas com a marca do patrocinador máster que poderia ser afetado por uma mudança imediata.

A preocupação, portanto, não está apenas na receita futura do contrato, mas também nos impactos de uma alteração repentina em acordos e produtos já planejados.

Governo pretende ouvir clubes antes de definir medidas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo pretende se reunir com representantes dos clubes e das federações para entender o impacto real da decisão.

Dos 20 clubes da Série A, 14 possuem atualmente uma casa de apostas como patrocinadora máster. O setor se tornou uma das principais fontes de receita comercial do futebol brasileiro nos últimos anos.

Antes mesmo da publicação da MP, algumas empresas já haviam comunicado clubes sobre a possibilidade de rompimento dos contratos caso a mudança fosse confirmada.

Possível linha de crédito não prevê perdão de dívidas

Segundo informações do Correio Braziliense, o governo avalia a criação de um programa de reestruturação financeira para o futebol profissional.

A proposta em estudo envolveria uma linha de crédito de até R$ 20 bilhões para clubes e SAFs, com condições diferenciadas de financiamento pelo BNDES.

A ideia, porém, não seria perdoar dívidas, mas oferecer uma alternativa para que as equipes consigam reorganizar seus compromissos financeiros.

A discussão acontece em um cenário de alto endividamento no futebol brasileiro. De acordo com o Relatório Convocados, os clubes da Série A acumulavam R$ 17,3 bilhões em dívidas ao fim de 2025.

Fluminense aguarda próximos capítulos

Ainda não existe definição sobre um eventual programa de auxílio aos clubes ou sobre como funcionaria uma possível linha de crédito.

Neste momento, o Fluminense acompanha a discussão enquanto tenta preservar os valores previstos em contratos já assinados. O clube defende que qualquer mudança aconteça com planejamento e uma transição adequada.

A situação acontece justamente em uma temporada importante para o Tricolor, semifinalista da Libertadores e ainda na disputa pelas primeiras posições do Campeonato Brasileiro.

Bruno Nunes Loreto é jornalista formado em 2018 pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Trabalha como redator desde 2016, passando por sites como Torcedores, 90min, Bolavip e Antenados no Futebol. Exerce a função de repórter no NETFLU.

Leia mais