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Fluminense pode ter que buscar novo patrocinador máster após fim das bets; veja setores cotados

Bruno Loreto

Clube pode ficar sem patrocínio milionário por conta de MP

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O Fluminense pode precisar encontrar um novo patrocinador máster para a camisa caso a proibição das casas de apostas seja mantida. Atualmente, o espaço principal do uniforme tricolor pertence à Superbet, empresa que está entre as atingidas pela nova medida.

O cenário coloca o clube diante de uma possível mudança importante no planejamento comercial. Segundo levantamento do UOL, os patrocínios de bets representaram uma parcela significativa do dinheiro investido nos clubes da Série A nos últimos anos, e especialistas avaliam que nenhum outro setor tem capacidade de repetir as mesmas cifras.

Quais empresas podem ocupar espaço da Superbet?

O mercado financeiro aparece entre os principais candidatos para assumir os espaços deixados pelas casas de apostas. Bancos e fintechs são citados como segmentos com capacidade de investimento e interesse em ampliar a exposição das marcas.

Outras possibilidades levantadas pelo UOL são empresas dos setores automotivo, varejo, farmacêutico, alimentos e bebidas não alcoólicas. Tecnologia, dados e inteligência artificial também aparecem entre as alternativas.

A avaliação dos especialistas, porém, é de que uma eventual substituição dificilmente manteria os valores pagos pelas bets. A tendência apontada é de queda nos preços dos patrocínios, pelo menos inicialmente, já que diversos clubes estarão simultaneamente atrás de novos parceiros.

Fluminense tem contrato com a Superbet até 2029

O Fluminense renovou o contrato com a Superbet em março deste ano. O vínculo vai até o fim de 2029 e pode render até R$ 86 milhões por ano ao clube, considerando R$ 53 milhões fixos e até R$ 33 milhões em bônus.

O acordo também ampliou a presença da empresa no uniforme, com a marca passando a ocupar o espaço superior das costas, além do patrocínio máster na parte frontal da camisa.

Agora, porém, a situação mudou com a medida provisória que proibiu a operação e a publicidade das casas de apostas. A MP já está em vigor, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. O prazo para retirada das marcas de bets das propriedades publicitárias é 5 de outubro.

Além da perda potencial do patrocínio, o Fluminense também pode enfrentar outros impactos comerciais. Segundo o colunista Rodrigo Mattos, o clube possui estoque de camisas com a marca da Superbet para aproximadamente seis meses.

Para o Tricolor, portanto, a possível saída da Superbet abre uma questão importante para o departamento comercial: encontrar uma nova marca para o principal espaço da camisa em um mercado no qual os especialistas consultados pelo UOL não esperam valores próximos aos praticados pelas casas de apostas.

Bruno Nunes Loreto é jornalista formado em 2018 pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Trabalha como redator desde 2016, passando por sites como Torcedores, 90min, Bolavip e Antenados no Futebol. Exerce a função de repórter no NETFLU.

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