O Fluminense pode precisar reorganizar seu principal contrato comercial após a nova Medida Provisória que proibiu a publicidade e o patrocínio de empresas de apostas no Brasil. A Superbet ocupa o espaço máster da camisa tricolor e tem vínculo com o clube até dezembro de 2029.
O impacto da nova regra já é acompanhado pelo Fluminense, que avalia alternativas para as propriedades comerciais atualmente ligadas ao setor. A situação ganhou ainda mais peso porque o Tricolor havia acabado de renovar seu acordo com a Superbet.
A renovação foi assinada em março de 2026 e estendeu a parceria até o fim de 2029. O contrato prevê R$ 53 milhões fixos por temporada, além de até R$ 33 milhões em bônus.
Assim, o acordo pode alcançar R$ 86 milhões por ano. Além disso, a Superbet passou a ter exposição maior no uniforme do Fluminense.
Por isso, uma eventual mudança no vínculo pode ter impacto importante no planejamento financeiro do clube.
A MP 1.394/2026 proibiu, em território nacional, ações de comunicação, publicidade, marketing e patrocínio relacionadas às apostas de quota fixa. O texto também determina a retirada dos materiais publicitários e sinais de patrocínio em até dez dias após a publicação da medida.
Diante desse cenário, o Fluminense pode precisar buscar empresas de outros segmentos para ocupar espaços comerciais ligados à Superbet.
Bancos, tecnologia, varejo, indústria e serviços aparecem como possíveis mercados para novos anunciantes. No entanto, existe um desafio: vários clubes brasileiros também terão de procurar patrocinadores ao mesmo tempo.
Com mais propriedades disponíveis no mercado, os valores oferecidos podem ficar abaixo daqueles praticados pelas empresas de apostas.
Por enquanto, o contrato não foi simplesmente encerrado. A MP ainda está em tramitação e os próximos passos dependem dos desdobramentos jurídicos e comerciais.
Além disso, o Fluminense terá de analisar as condições previstas no acordo com a Superbet e acompanhar a aplicação das novas regras.
Para o Tricolor das Laranjeiras, portanto, a questão vai além da troca de uma marca na camisa. O clube pode precisar rever receitas, propriedades comerciais e parte do planejamento financeiro caso o contrato deixe de ser executado nas condições atuais.