O Fluminense está eliminado da Copa do Brasil. Depois de um primeiro tempo muito abaixo, a equipe de Luis Zubeldía voltou transformada do intervalo, pressionou o Vasco durante praticamente toda a etapa final, diminuiu com Martinelli e empilhou jogadores no ataque em busca do empate. O esforço, porém, esbarrou na falta de eficiência e nos espaços deixados para os contra-ataques. No último lance, Puma Rodríguez fechou o placar em 3 a 1 e confirmou a classificação cruz-maltina.
O Tricolor iniciou o clássico irreconhecível. Logo aos dois minutos, uma sequência de erros quase terminou em gol do Vasco, que só não saiu na frente porque Thiago Mendes acertou o travessão. A pressão alta do rival travou completamente a saída de bola, impediu Lucho Acosta de organizar as jogadas e deixou John Kennedy isolado no ataque. Savarino também pouco participou e praticamente não conseguiu influenciar o jogo.
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Mesmo conseguindo equilibrar um pouco mais a posse após os 15 minutos, o Fluminense permaneceu espaçado. Defesa, meio e ataque não se conectavam, os pontas eram pouco acionados e a equipe não encontrava alternativas nem pelos lados, nem pelo corredor central. Percebendo a superioridade vascaína pelo setor direito, Zubeldía inverteu os pontas e deslocou Canobbio para ajudar Arana na marcação, mas a mudança pouco alterou o panorama.
O Vasco seguiu controlando as principais ações ofensivas e foi recompensado aos 33 minutos. Thiago Mendes encontrou Brenner na entrada da área, o ex-tricolor finalizou e contou com desvio em Ignácio para vencer Fábio. O gol premiava a equipe que jogava melhor.
Ofensivamente, o Fluminense praticamente não existiu durante toda a etapa inicial. A primeira finalização veio apenas aos 23 minutos, em cobrança de falta de Savarino na barreira. Depois, somente aos 42, Arana arriscou de longe, sem direção. A melhor oportunidade surgiu aos 44, quando John Kennedy girou na entrada da área e obrigou Léo Jardim a fazer boa defesa.
A inversão dos pontas para reforçar a marcação pelo lado esquerdo melhorou pontualmente a proteção defensiva, mas não resolveu o principal problema do Fluminense: a incapacidade de conectar seus setores. Lucho Acosta permaneceu encaixotado pela marcação vascaína, John Kennedy seguiu isolado e o time chegou ao intervalo produzindo muito pouco ofensivamente.
A história começou a mudar no intervalo. Zubeldía sacou Savarino para a entrada de Nonato, e o Fluminense voltou com postura muito mais agressiva. Logo aos dois minutos, Canobbio recebeu lançamento, invadiu a área pela direita, cortou para o meio e acertou a trave. Na sequência, Hércules encontrou Guga, que rolou para John Kennedy, mas o atacante não conseguiu finalizar.
Quando parecia amadurecer a reação, veio mais um castigo. Aos seis minutos, Andrés Gómez escapou pela direita em contra-ataque e cruzou rasteiro para Brenner marcar seu segundo gol na partida, ampliando a vantagem vascaína.
Mesmo diante do novo golpe, o Fluminense não recuou. Zubeldía respondeu colocando Hulk, Germán Cano e Ganso em campo. A entrada do camisa 10 deu mais organização ao setor ofensivo. Diferentemente de Lucho Acosta, Ganso conseguiu participar mais da construção das jogadas e aumentou o tempo de posse no campo de ataque, embora o time ainda encontrasse dificuldades para acelerar pelos lados.
Arana desperdiçou boa oportunidade após saída errada de Léo Jardim e, na sequência, Ganso obrigou o goleiro a espalmar um chute de fora da área. A pressão finalmente foi premiada aos 31 minutos. Martinelli iniciou a jogada, acionou Hulk e apareceu na área para completar o cruzamento do camisa 7, diminuindo o placar.
O gol inflamou o Fluminense. A equipe passou a ocupar o campo ofensivo praticamente de forma permanente, empilhando jogadores dentro e na frente da área adversária. Zubeldía ainda lançou Soteldo na vaga de Arana, assumindo de vez o risco em busca do empate.
A estratégia, porém, deixou muitos espaços para o Vasco. David desperdiçou uma boa oportunidade em contra-ataque aos 43 minutos. Já aos 53, Cano teve a última chance tricolor, mas cabeceou sem direção. No lance seguinte, com o Fluminense completamente exposto, Andrés Gómez puxou mais um contra-ataque e encontrou Puma Rodríguez livre na pequena área para marcar o terceiro gol e colocar ponto final na reação.
O Fluminense mostrou capacidade de reação e fez um segundo tempo muito superior ao primeiro, mas pagou caro pela atuação inicial e pela pouca efetividade quando conseguiu controlar as ações. A melhora recolocou o time no jogo, mas não foi suficiente para evitar a eliminação nas oitavas de final da Copa do Brasil.
Bruno Nunes Loreto é jornalista formado em 2018 pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Trabalha como redator desde 2016, passando por sites como Torcedores, 90min, Bolavip e Antenados no Futebol. Exerce a função de repórter no NETFLU.
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