Desde o primeiro dia em que assumiu a presidência do Fluminense, Mário Bittencourt colocou como prioridade fazer acordos relacionados ao ato trabalhista para evitar as penhoras, que secam o cofre do clube. Trabalhando em silêncio, ao lado do departamento jurídico e financeiro, o mandatário vem obtendo sucesso, pouco a pouco, em suas tentativas.

O NETFLU apurou que, até o momento, foram resolvidas sete penhoras, que travavam o fluxo de caixa do clube verde, branco e grená. A maior delas, porém, segue em compasso de espera: repasse da TV Globo, programado para este mês.

 
 
 

A maior dificuldade relacionada ao Ato Trabalhista é que a linha de corte é de novembro de 2011. Desde então, a dívida tricolor aumentou, somando-se dispensas por Whatsapp, processos por falta de pagamento de atletas e empresários e outras pendências financeiras. O clube paga R$ 1,5 milhão por mês fixo, além de uma parcela do ProFut de aproximadamente R$ 1 milhão. Juntando isso à folha salarial dos atletas, o Tricolor chega perto de R$ 100 milhões em bloqueios, travando o fluxo de caixa. As ações do início de gestão buscam minimizar esses problemas, refazendo acordos de dívidas acumuladas a partir de 2011.

Foi criado um grupo de trabalho com advogados de contas importantes, para tratar com urgência das pendências processuais que impedem a entrada de recursos no Fluminense. A maior parte da estratégia vem sendo tratada com sigilo, para evitar especulações.

É importante lembrar que o elenco tricolor está com dois meses de salários atrasados. Na próxima sexta, completará três meses, possibilitando a saída de atletas de forma unilateral, sem que o clube seja ressarcido, como ocorreu inicialmente com o meia Gustavo Scarpa. A tendência é que o Fluminense quite um mês antes de sexta.