Foto: Divulgação/assessoria River Plate

E aí torcida mais linda do mundo, todos ansiosos para a estreia do Flu na Libertadores??

Então chegou a hora de conhecermos um pouco mais o nosso primeiro adversário, o temido River Plate.

Sim… o River é o melhor time do continente nos últimos anos. Ganhou dois títulos e um vice da Liberta e um título da Sul-Americana nos últimos sete anos. Alcançaram as semifinais das últimas quatro edições da Libertadores e obviamente são candidatos ao título deste ano.

Então nada melhor do que conhecermos as armas e as fraquezas desse forte adversário para sabermos o que podemos esperar.

O River versão 2021 joga no esquema 4-3-3 e em função do trio de ataque. Um dos pontos mais fortes da dinâmica ofensiva do time é a constante movimentação em velocidade dos atacantes, infiltrando em cima da última linha de defesa adversária. Nenhum dos três joga como centroavante de referência, dificultando muito o encaixe na marcação já que eles trocam muito de posição.

A boa técnica do trio de meio também é uma qualidade a ser ressaltada. Mas diferente do River de 2019 (pelo qual torcemos muito na final daquela Libertadores), que trabalhava muito a posse de bola, o time atual é bem mais vertical e busca sempre conectar rapidamente os atacantes. Os meias costumam acelerar bastante os passes após a recuperação da posse de bola.

Por isso, se desorganizar defensivamente contra o River e dar o contra-ataque quando se está atrás no placar tem sido uma tragédia anunciada em 2021. Eles já construíram três goleadas marcando pelo menos 5 gols em situações assim apenas esse ano.

Outro ponto positivo para o qual precisamos estar preparados é a forte pressão na saída de bola adversária avançando os três homens de frente. Com isso, nossa tradicional saída de bola com três jogadores, com um volante vindo buscar a bola entre os zagueiros, não nos dará superioridade numérica. Precisamos buscar alternativas para lidar com essa dificuldade.

As jogadas de ultrapassagem com os laterais são sempre perigosas. Embora não subam constantemente ao ataque, sempre que o fazem é com qualidade e levando perigo ao adversário.

Os destaques do time são o artilheiro Rafael Borré, sempre mortal nas finalizações, a qualidade de passe de Enzo Pérez e Palavecino no meio campo, a habilidade e capacidade de aceleração do meia uruguaio De La Cruz e a qualidade do apoio do lateral-direito Montiel. Além do sempre seguro goleiro Armani.

Agora vamos aos pontos fracos a serem explorados…

O time do River tem uma baixa média de altura, em especial a dupla de zaga. A bola parada ofensiva, uma das especialidades da casa do Fluminense, pode levar bastante perigo ao sistema defensivo deles.

Outro ponto fraco é a lentidão da dupla de zaga, que apesar da qualidade técnica de ambos na saída de bola, apresenta bastante dificuldade na recuperação.

O caminho das pedras nesse jogo para o Flu é não recuar a marcação porque chamar o River para a proximidade da nossa área pode ser mortal. A marcação precisa ser agressiva a partir da nossa intermediária ofensiva (logo à frente do círculo central) para dificultar a leitura de jogo dos meias adversários.

Como eles sempre tentam sair jogando com bola no chão, essa agressividade na marcação nos dará a possibilidade de roubar a bola próximo à faixa central do campo e acelerar em cima dos zagueiros do River.

O Fluminense precisa enfrentar o River Plate como time grande que é e ser agressivo. Mas sem perder a organização, pois esse erro será fatal.

Time base do River Plate: Armani, Montiel, Díaz, Martínez, Angileri, Pérez, Palavecino, De La Cruz, Suárez (Beltrán), Álvarez e Borré.

Curiosidades:

  • O Flu está invicto como mandante contra adversário estrangeiros em competições da Conmebol há 16 jogos;
  • Flu e River nunca se enfrentaram em jogos oficiais;
  • O atacante Suárez tem sido desfalque nos últimos jogos e é dúvida para o jogo até o momento em que essa coluna foi escrita. O meia De La Cruz foi poupado na última rodada do campeonato argentino mas deve estar disponível;