Já deixou de ser novidade que os grupos do presidente do Fluminense, Pedro Abad, e de seu vice geral, Carlos Eduardo Cardoso, o Cacá, têm sérias divergências. Uma delas é quanto à permanência do diretor esportivo da base, Marcelo Teixeira. Cacá e seus apoiadores querem a demissão. Abad o defende. Mas os investimentos do clube em Xerém também são motivo de discórdia.

O grupo de Cacá defende a diminuição dos gastos com a divisão de base. No balanço financeiro de 2016, o último divulgado pelo Fluminense, o valor era de R$ 12,5 milhões. Nas Laranjeiras, comenta-se que, atualmente, ele gira em torno dos R$ 17 milhões. Em uma reunião do Conselho Diretor, formado pelos vice-presidentes do Tricolor, os membros do Unido e Forte defenderam a redução de até R$ 7 milhões. De acordo com eles, esta economia permitiria contratar um jogador mais experiente com salários de até R$ 500 mil por mês.

Já o desejo pela demissão de Teixeira foi revelado na última segunda, em reunião do Conselho Deliberativo, conforme antecipado pelo NETFLU. Nela, Cacá Cardoso destacou que o Fluminense não tem revelado bons jogadores e nem conquistado títulos nos torneios de base. Abad, por enquanto, é contra a demissão do dirigente, assim como a diminuição do investimento na base tricolor.