Em 2011, vitória de 4 a 2 fora garantiu vaga ao Flu nas oitavas (Foto: Rafael Moraes - Photocamera)

O Fluminense chega para o jogo contra o River Plate, nesta terça-feira, no Monumental de Núñez, precisando de uma vitória para não contar com o resultado da outra partida do Grupo D (Santa Fe x Junior) para avançar às oitavas de final. Em 2011, a situação era similar e com um cenário até pior e o Tricolor conseguiu se classificar, diante do Argentinos Juniors, no Diego Armando Maradona. Personagens naquela partida heroica, Julio Cesar e Ricardo Berna recordaram um pouco como foi.

Na ocasião, o Tricolor chegou para a última rodada como lanterna do Grupo 3. Tinha cinco pontos. O Argentinos tinha sete. O Nacional (URU) também tinha sete e o América do México liderava com nove. Para se classificar, a equipe comandada pelo técnico Enderson Moreira tinha de vencer e torcer por derrota dos uruguaios para os mexicanos em Montevidéu. No caso de empate na outra partida, a vitória teria de acontecer com dois gols de diferença no mínimo. E foi o que houve: 4 a 2. O ex-lateral-esquerdo marcou o primeiro do Flu e entende que sair na frente logo no começo foi fundamental.

– Acho que sim. Foi um ataque surpresa, o Marquinho me viu passando, entrei na diagonal e chutei cruzado. A gente ficou com mais confiança, o time não vinha muito bem, mas começou bem o jogo. Depois tomou o empate, mas continuou jogando bem. E o final todo mundo já sabe. Foi muito legal. Tenho vários jogos marcantes na carreira, mas esse, no Fluminense principalmente, foi com certeza (o mais marcante). Por todo o enredo, a confusão no final, a classificação meio que improvável… Ninguém na época esperava porque tinha que torcer por outro resultado.

Os argentinos, então, empataram com Salcedo cobrando pênalti que ele mesmo sofreu de Gum. Fred, de falta, recolocou o Fluminense na frente antes do intervalo. No segundo tempo, Oberdan deixou tudo igual novamente. Com Rafael Moura, aos 22, e Fred, cobrando pênalti sofrido por Edinho aos 41, o Fluzão chegou ao resultado necessário.

Julio Cesar até brincou com o fato do juiz colombiano Wilmar Roldán ter marcado a penalidade já no finzinho da partida.

– Juiz contra os brasileiros, o histórico costuma atrapalhar bastante. Mas esse não tinha como não dar, né? Não é normal no fim, principalmente fora de casa, mas Deus tocou o coração dele (risos) – falou.

O ex-goleiro Ricardo Berna também lembra como foram tensos os minutos finais com o Fluminense se defendendo como podia e afastando todas as bolas.

– Foram muitos momentos decisivos, como o próprio pênalti no fim e a frieza do nosso capitão; a gente soube se defender bem quando precisou, depois teve uma confusão grande no fim. Foi muito mérito do grupo, do espírito da equipe. O Enderson Moreira conseguiu, com tantas dificuldades que enfrentamos, unir grupo de maneira simples. Com certeza (foi um dos mais marcantes), não só pela classificação, mas pelas circunstâncias – lembrou Ricardo Berna.

Ao término da partida, os argentinos ainda iniciaram uma briga generalizada no campo.