Atacante reconheceu momento ruim do Tricolor, mas afirmou ter confiança no trabalho
Hulk não fugiu da cobrança após o empate em 0 a 0 do Fluminense com o Independiente Rivadavia, nesta terça-feira (11), no Maracanã, pela ida das oitavas de final da Libertadores. Vaiado ao ser substituído no segundo tempo, o atacante reconheceu o momento ruim do Tricolor e afirmou que entende a reação das arquibancadas.
Em entrevista na zona mista do Maracanã ao NETFLU, o camisa 7 também destacou a necessidade de seguir trabalhando e mostrou confiança de que os resultados vão aparecer.
Questionado sobre as vaias, Hulk afirmou que já viveu situações semelhantes durante a carreira e lembrou que a relação com a torcida pode mudar rapidamente.
– Eu jogo futebol profissional há mais de 22 anos, né? Não é a primeira vez que eu fui vaiado. Já fui vaiado e logo no jogo seguinte já fui exaltado, mas o futebol é isso.
O atacante também reconheceu que a cobrança está relacionada ao momento vivido pelo Fluminense.
– A gente sabe, faz parte. Por quê? Porque os resultados não estão vindo, porque as exibições esperadas não estão vindo ainda.
O empate com o Rivadavia aumentou para oito jogos a sequência do Fluminense sem vencer. No Maracanã, o Tricolor teve mais de 70% de posse de bola, mas criou poucas oportunidades e voltou a deixar o campo sob vaias.
Apesar da pressão, o atacante afirmou que mantém confiança na capacidade de reação do Fluminense.
– Sou um cara que eu me cobro bastante e eu tenho muita convicção de que com esse trabalho, os resultados vêm.
Hulk ponderou, porém, que não existe uma previsão para a mudança de cenário. Para o camisa 7, o momento exige persistência.
– Eu não posso dizer que vai ser hoje, amanhã, vai ser no tempo certo. E no tempo certo, a gente não tem uma bola de cristal para saber quando virá.
Hulk reforçou que o elenco não pode desistir diante da pressão e das críticas. O atacante ainda falou sobre a possibilidade de transformar a insatisfação atual em apoio no futuro.
– O que não pode é desistir, o que não pode é jogar a toalha no chão. É fazer com que essas vaias amanhã se tornem aplausos.
Hulk também destacou o respeito que os jogadores precisam manter pelo clube e pelos torcedores.
– O mais importante é você saber que você é profissional, que você respeita o clube, a instituição, que você respeita os torcedores.”
Bruno Nunes Loreto é jornalista formado em 2018 pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Trabalha como redator desde 2016, passando por sites como Torcedores, 90min, Bolavip e Antenados no Futebol. Exerce a função de repórter no NETFLU.
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