Inoperante no ataque, Flu tenta pressão no fim, mas é eliminado

Inoperante no ataque, Flu tenta pressão no fim, mas é eliminado

02_ZOOMDia de muitas emoções no Maracanã. Pelo segundo jogo da semifinal do Campeonato Carioca, o Tricolor foi a campo, com a vantagem do empate debaixo do braço, enfrentar o Vasco. Repetindo a fórmula do primeiro duelo, Renato Gaúcho escalou três volantes, para barrar o ímpeto adversário. Não deu certo. O rival abriu o placar no fim do primeiro tempo e manteve a vantagem até o término da partida.

Os comandados de Renato Gaúcho deixaram clara a intenção desde o inicio: atuar no erro do Cruzmaltino. Com a equipe de Adilson Batista na obrigação de buscar o resultado, o Time de Guerreiros recuava mais do que deveria, deixando o Vasco tomar as rédeas do confronto. Isso era nítido na grande diferença da posse de bola. Mesmo assim, apesar da disparidade, os lances mais perigosos eram protagonizados pelo Flu, sobretudo nas jogadas de bola aérea. Aos 20 minutos, Carlinhos bate cruzado e Fred completa para o fundo da rede. O árbitro anula o gol, marcando impedimento. A resposta do time preto e branco veio três minutos depois, pelos pés de Edmilson, mandando por cima do travessão.

Durante a etapa inicial, vale destacar a movimentação de Walter. Ele, aliás, quase marcou duas vezes. Primeiro, aos 29 minutos, ao escorar uma cobrança de falta de Conca, obrigando Martin Silva a praticar ótima intervenção com os pés. A segunda, com 39 jogados, após Fred cair pela ponta direita e cruzar. A redondinha foi no travessão, seria um gol espetacular. Já no final da primeira etapa, um castigo, muito em função da sonolência de Gum.  Aos 44, aquela que vinha sendo a principal arma do Flu funcional para o rival: Douglas cobra falta no segundo poste, Rodrigo desvia a bola, ganhando a dividida com Gum, e, Edmilson, esperto, cabeceia para o fundo das redes.

No segundo tempo, entraram Wágner, Biro Biro e Rafael Sobis. Mas a dinâmica tricolor não parecia de um time que precisava correr atrás do resultado. Talvez sem esperar que o Vasco abrisse o placar, o Time de Guerreiros se mostrava inoperante nos avanços. Carlinhos, fundamental no primeiro jogo, pouco produzia ofensivamente. Bruno, por sua vez, na direita, irritava o torcedor insistindo nos cruzamentos da intermediária. Conca, coitado, marcado com dureza por Guiñazu, mas uma vez parecia um fantasma em campo. E, neste contexto, um dos substituídos no 2º tempo foi, simplesmente, Walter, mesmo tendo participado das melhores jogadas do Tricolor na primeira etapa.

Taticamente bem mais organizado, o Vasco tinha o jogo como queria. Sem um avanço consistente do Time de Guerreiros, os defensores vascaínos, sobretudo Rodrigo, não tinham muitas dificuldades. Desesperado depois da metade do segundo tempo, Flu passou a aposta nos balões para a área. Nos minutos finais, a pressão foi ainda maior, mas a melhor chance veio apenas num lançamento para Fred, que foi antecipado por Martin Silva, interceptando duas vezes a bola, uma na entrada da área, com as mãos, outra já fora da área, com os pés. Assim, aliás, se encerrou o ciclo do Flu no Estadual.


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