O Fluminense segue sem vencer na Copa Libertadores da América de 2026. Na noite desta quarta-feira (6), o Tricolor visitou o Independiente Rivadavia, no Estádio Malvinas Argentinas, em Mendoza, pela quarta rodada da Copa Libertadores da América.
Com o resultado, o Tricolor segue na quarta posição do Grupo C, com dois pontos, três a menos que o Bolívar, segundo colocado, e um atrás do La Guaira, em terceiro. Já o Rivadavia segue líder, agora com 10 pontos.
O time argentino iniciou pressionando e, logo com dois minutos, Fábio precisou trabalhar para evitar gol de Sartori. A exemplo do confronto no Maracanã, o Rivadavia buscou muitas jogadas aéreas.
Próximo aos 10 minutos, o Fluminense conseguiu colocar a bola no chão para buscar o ataque. As jogadas sempre passavam pelos pés de Lucho Acosta, de volta ao time titular. No entanto, apesar de mais de 70% de posse, a equipe rodou muito a bola sem verticalidade, muitas vezes no próprio campo, pecando nos passes mais agudos.
Com 12′, um susto. Depois de cobrança de escanteio, Arce, artilheiro do Rivadavia, subiu no meio da defesa do Tricolor e cabeceou forte, acertando a trave.
A partida seguiu equilibrada, disputada no meio de campo, sem grandes jogadas de perigo para nenhum dos lados. O Tricolor tinha a posse, mas não conseguia evoluir contra o adversário que estava armado para sair em velocidade.
Já aos 41′, o Fluminense teve sua primeira oportunidade. Em um cruzamento de muito longe de Savarino, Canobbio conseguiu se antecipar à defesa e cabecear para fora. O Rivadavia respondeu aos 43′, com Florentín obrigando Fábio a espalmar.
A segunda etapa começou sem mudanças em ambos ladas e do mesmo ritmo. O Fluminense tentando colocar a bola no chão e o Rivadavia em busca de contra-ataques e jogadas pelo alto.
Com cinco minutos, o Tricolor pisou na área com muitos jogadores. Depois de Guga cruzar, Guilherme Arana tentou de primeira mandou por cima da meta. Aos sete, Acosta cruzou na cabeça de Castillo, que não teve precisão.
As primeiras investidas na etapa final foram pela direita, com Canobbio muito acionado. Aos 10′, o Flu trocou passes e Nonato, após assistência de Savarino, chutou pra fora de pé esquerdo.
O confronto, decisivo para pretensões de ambos times, ficou nervoso na segunda etapa, após um princípio de confusão já na saída para o intervalo. Na bola, o Fluminense conseguiu melhorar e passar a ser superior, enquanto Rivadavia não conseguiu manter o mesmo ritmo.
Apesar disso, quem inaugurou o placar foram os donos da casa. Com 20 minutos, depois de escanteio curto, Arce ganhou mais uma da defesa tricolor no alto e testou sem chances para Fábio.
O Tricolor chegou a colocar a bola nas redes aos 27 minutos. No entanto, o árbitro Gustavo Tejera marcou falta na divida de Castillo com o goleiro Bolcato. Na sequência, aos 31′, Canobbio recebeu livre na área e chutou sem direção.
Com 32′, Zubeldía resolveu mexer três vezes no Fluminense, que levou um “balde d’água fria” ao sofrer o gol em seu melhor momento. Na oportunidade, Alisson, Soteldo e John Kennedy ingressaram nas vagas de Hércules, Nonato e Savarino, respectivamente. O Rivadavia respondeu com o zagueiro Villalba na vaga do artilheiro Arce. Já aos 36′, Serna substituiu Canobbio.
Nos minutos finais, o duelo virou um ataque contra defesa, que funcionou, com Soteldo muito acionado pela esquerda. No primeiro chute do Fluminense no gol, aos 46′, John Kennedy contou com desvio na defesa, que tirou o goleiro do lance, para deixar tudo igual.
Até o apito final, o Tricolor seguiu pressionando, mas não teve forças para virar o duelo.
Bruno Nunes Loreto é jornalista formado em 2018 pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Trabalha como redator desde 2016, passando por sites como Torcedores, 90min, Bolavip e Antenados no Futebol. Exerce a função de repórter no NETFLU.
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